E dizem muito bem...
Prof. Adelino Maltez
De repente parece que desatámos a descobrir grandes portugueses por todo o lado. Debaixo das pedras até. É daquelas paranóias cíclicas que assolam a intelligentzia pacóvia. Eu digo que os portugueses enormes, que são os super dos grandes, são anónimos. E como são anónimos eu não lhes posso mencionar o nome, porque também não sei. Agora também não percebo como é que país com tantos grandes se tornou tão pequeno.
Dr. Jorge Ferreira
De repente parece que desatámos a descobrir grandes portugueses por todo o lado. Debaixo das pedras até. É daquelas paranóias cíclicas que assolam a intelligentzia pacóvia. Eu digo que os portugueses enormes, que são os super dos grandes, são anónimos. E como são anónimos eu não lhes posso mencionar o nome, porque também não sei. Agora também não percebo como é que país com tantos grandes se tornou tão pequeno.
Dr. Jorge Ferreira


3 Comentários:
Concordo em absoluto, pese embora as simpatias por este ou aquele.
Para mim, o maior é, sempre foi, O PORTUGUÊS.
Cumprimentos
Caro Condestável
Concordo com a frase interrogativa de Jorge Ferreira. Que o Rui Veloso também glosa numa modinha chocarreira. É verdade, se houve, ou se há tanta gente ilustre, porque estamos na cauda da Europa?!
Não concordo com essa do português anónimo ser o grande fautor da Pátria. O que aliás contradiz o lema deste espaço, se não me engano.
Camões cantou assim. 'Um fraco Rei faz fraca a forte gente', mas a inversa também é verdadeira e foi essa verdade que nos fez. De qualquer modo fica provado que sem liderança (legítima) não vamos a lado nenhum.
Quanto a esta súbita necessidade de sabermos quem somos e donde viemos, é mais um sinal de orfandade. Do mesmo modo, a necessidade de nos vangloriarmos permanentemente, espalhando estátuas por tudo o que é sítio, é por certo um sinal de impotência...ou de consciência pesada. E de descrença na eternidade.
Saudaçoes monárquicas.
Caro JSM, concordo em grande parte com o que diz JFerreira neste excerto transcrito porque acredito ser ridículo e até humilhante para a nossa história, que, no mesmo saco, se ponham Reis, navegadores, músicos (Boss AC????) futebolistas etc.
Há portugueses que admiro, que idolatro até; este espaço, como refere, é símbolo disso, no entanto, muitos anónimos estiverem por detrás da obra deixada pelo Condestável de Portugal. Por muito que Nuno Álvares Pereira tivesse qualidades únicas (que as tinha efectivamente) eu tenho consciência que, e para dar o exemplo, em Aljubarrota, muitos outros com boas capacidades deram o seu sangue em prol da causa.
É claro, e como diz um provérbio chinês, "É mais difícl encontrar um general que motive um exército que fazer mil exércitos", mas é necessário também não esquecer a existência dos "exércitos".
Não posso ainda de deixar de demonstrar o meu agrado pela inspiração com JSM foi assolado quando assim aqui escreveu: 'Um fraco Rei faz fraca a forte gente', mas a inversa também é verdadeira e foi essa verdade que nos fez.", e mais "Quanto a esta súbita necessidade de sabermos quem somos e donde viemos, é mais um sinal de orfandade. Do mesmo modo, a necessidade de nos vangloriarmos permanentemente, espalhando estátuas por tudo o que é sítio, é por certo um sinal de impotência...ou de consciência pesada. E de descrença na eternidade."
Simplesmente genial, pois este mesmo é o reflexo de um Portugal onde muitos quiseram apagar a sua história e o seu passado, do Portugal em que outros quiseram re-contar a história à sua maneira, do Portugal que substituiu figuras de mérito por figuras de demérito de forma apressada. Do Portugal que não só deixou de ter D. Nuno(s) Álvares Pereira(s) como o seu exército competente.
A mensagem da história passará através de estátuas? Eu apostava nos manuais escolares, na TV educativa etc.
grande abraço
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