Construção do Império
No passado sábado, na 2:, num daqueles documentários/aula da Universidade Aberta, passou um simplesmente explendido sobre Agostinho da Silva. O documentário (que infelizmente apanhei já a meio) onde participou esse grande professor que é Cândido Franco, até teve direito à leitura de poesia inédita de Agostinho da Silva.
Dias antes, JSM publicava este texto no Interregno, representativo do verdadeiro ideal monárquico, base do V Império de Vieira e Pessoa. O passado, o presente e o futuro nas palavras de Agostinho da Silva:
“Mas o Rei está apenas oculto, na ilha de encantos que é cada um de nós, e espera que a ele nos submetamos para que surja e salve; basta que acorde na alma de um de nós, para que também desperte nas almas que se perdem de tristeza e de dó pelas aldeias da Península, pela savanas de África, pelos palmares da Índia, pelas favelas de Paris ou pelas avenidas da Alemanha. Basta que num se erga; o Povo é ele e dele. Forças nenhumas se lhe poderão opor se ele próprio não provocar a batalha e se toda a sua coragem se concentrar, não em agredir, mas em se afirmar e em ser pacientemente, mas sem concessões, persistentemente, mas sem dureza, todo na tarefa, mas sem interesse seu, o guia que se espera, heróico e lúcido, ousado e calmo, aventureiro e lento. Todos em el-rei, el-rei em todos; e sem Rei nenhum, que o não precisamos para nada, pois o Rei o somos”.
Agostinho da Silva, in ‘Ensaios sobre Cultura e Literatura Portuguesa e Brasileira I’.(Lido no - “Viva a República! Viva o Rei!”, de Tereza Sabugosa)


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