Circunstâncias circunstanciais

Quando, no quotidiano, circunstancialmente, se encontra alguém conhecido na rua, há reacções para todos os tipos. Desde o que finge que não vê, ao que faz um aceno. O engraçado, é que quando existe/existiu algum tipo de afinidade, ou mais confiança, a pessoa sente o dever inato de dizer qualquer coisa. Então faz-se a conversa de quem quer ser simpático, mas que na realidade não deve querer saber mesmo como está o conhecido (algo para psicanalisar). Nestes casos, dá-se o ridículo-socialmente correcto e põe-se em prática a conversa de circunstância (não de quebrar o gelo como “ Hoje está um bom tempo” ou “ O que é que diz ao nosso Benfica?”, não; a conversa circunstancial de quem quer ser simpático. Enquanto um diz:
- “Olá, tudo bem como estás? Como é que isso vai? (isso o quê?)”
o outro, em vez de responder a estas perguntas diz:
- “Boa tarde, estás bom? O que tens feito?”
toda esta conversa feita sem parar, ao ritmo alucinante do passo, de quem saiu ou vai para o trabalho, ou para casa, e acompanhada da banda sonora citadina, com os autocarros em grande destaque. Pior ainda, é quando se comete o erro crasso de perguntar pela família, correndo o risco eminente de em vez de se ser simpático, deitar por terra toda a credibilidade que nos faltava:
-“Então o teu filho?”
- “ É uma rapariga…mas está bem, obrigado. E a tua mulher?”
-“Divorciei-me à duas semanas.”
, pois…
Ambos perguntam coisas, um ao outro, mas nenhum, efectivamente, responde. Nenhum quer saber a resposta às suas dúvidas até então inexistentes.
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- “Olá, tudo bem como estás? Como é que isso vai? (isso o quê?)”
o outro, em vez de responder a estas perguntas diz:
- “Boa tarde, estás bom? O que tens feito?”
toda esta conversa feita sem parar, ao ritmo alucinante do passo, de quem saiu ou vai para o trabalho, ou para casa, e acompanhada da banda sonora citadina, com os autocarros em grande destaque. Pior ainda, é quando se comete o erro crasso de perguntar pela família, correndo o risco eminente de em vez de se ser simpático, deitar por terra toda a credibilidade que nos faltava:
-“Então o teu filho?”
- “ É uma rapariga…mas está bem, obrigado. E a tua mulher?”
-“Divorciei-me à duas semanas.”
, pois…
Ambos perguntam coisas, um ao outro, mas nenhum, efectivamente, responde. Nenhum quer saber a resposta às suas dúvidas até então inexistentes.
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1 Comentários:
saudações!
gostei do post: tens toda a razão quando dizes "Nenhum quer saber a resposta às suas dúvidas"
;)
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