quarta-feira, maio 31, 2006

Será desta?

Uma vez que alguns dos nossos leitores estavam a ter problemas com a leitura do nosso blogue decidimos mudar a template de modo a que possibilite a correcta leitura a todos.
Se os problemas persistirem agradecemos a comunicação de modo a que os possamos resolver.
Abraço a todos os que nos visitam.

Batemos no fundo

Não posso deixar de expressar o meu desespero, a minha frustração, a minha raiva e angústia. Não admito que ninguém ponha em causa a minha “portugalidade” mas assumo e admito que muitas têm sido as situações que me fazem ter vergonha de fazer parte do Portugal de hoje.

Equaciono se valerá a pena retratar aqui as minhas opiniões, as minhas ideias. Valerá pena? F. Pessoa diria que sim, mas F. Pessoa não assiste ao que eu assisto.

Quis e escolhi ser professor porque quis ajudar a construir um país melhor. Não consigo sê-lo. Não querem que eu o seja. Não querem que ninguém o seja. Não querem um país de pessoas mas um país de seres iliterados, delinquentes e gente estúpida.

Alguém disse um dia que “a educação é arma mais forte de um povo”. Que povo queremos nós sem educação?

Como se não bastasse a VERGONHOSA atitude da ministra da educação que impõe uma nova lei para acabar com a classe docente (mas já lá vamos), o programa que a RTP 1 passou ontem à noite despertou em mim um sentimento de raiva, impotência e vergonha deste país que tornaram miserável.

Tenho vontade de desistir.


A base da Democracia é a justiça e a justiça aplica-se não só nos tribunais mas em todas as situações do quotidiano. O senso de justiça faz parte da educação. Sem educação não há NADA!

A educação não é uma despesa. A educação é um investimento.

Alguém imagina um sistema de ensino sequer possa ser equacionado que o exame final da língua materna possa ser feito através de respostas de escolha múltipla?

Alguém imagina uma escola onde se vendam rifas para comprar livros para a biblioteca?

Alguém imagina uma escola onde crianças que não sabem responder quantos são 2+2, no último ano do 1º ciclo do Ensino básico, “transitem” de ano após os pais se responsabilizarem por esse “trânsito”?

Alguém imagina uma escola onde se dão aulas em salas que até cogumelos tinha a nascer nas janelas?

Novas pedagogias e novos métodos de ensino em escolas sem leitores de cds e dvds?

Alguém imagina uma escola onde um aluno com 15 anos que agride colegas, professores e funcionários, que trafica droga, que foi encontrado na escola com uma overdose, esteja de volta à escola após a “ressaca” sem qualquer tipo de punição?

Mas os senhores intelectuais que pensam o sistema ainda sabem como é uma escola? Impõe, mandam e desmandam mas terão consciência da realidade? Há quantos anos não saem dos seus gabinetes de professores universitários (porque não igualam o seu estatuto docente com o que querem impingir aos outros professores?)?

Há uns dias colocava aqui um post sobre Freud, talvez ele soubesse explicar as frustrações da ministra da educação e a sua cólera para com os docentes, que ela toma como culpados do medíocre ensino que temos neste pseudo-país de reais incompetentes, Há efectivamente professores culpados mas não serão só os professores ma grande culpa não é dos professores. Alguém conhece o fio condutor da educação portuguesa? Onde se quer chegar? Ao real conhecimento ou somente à atribuição de notas superiores a 18?

No artigo 46º da proposta do Regime Legal do Estatuto da Carreira Docente agora apresentada contempla, entre outros montes de ideias de casa de banho, que:

“1 – A avaliação efectuada pelo coordenador do departamento curricular ou conselho de docentes pondera o envolvimento e a qualidade científico-pedagógica do docente, com base na apreciação dos seguintes parâmetros classificativos:
a) Preparação e organização das actividades lectivas;
b) Realização das actividades lectivas (cumprimento dos programas curriculares);
c) Processo de avaliação das aprendizagens dos alunos.

2- Na avaliação efectuada pela direcção executiva são ponderados, em função de dados estatísticos disponíveis, os seguintes indicadores de classificação:
a) nível de assiduidade;
b) Resultados escolares dos alunos;
c) Taxas de abandono escolar;
(…)
h) Apreciação realizada pelos pais e encarregados de educação dos alunos que integram a turma leccionada, em relação à actividade lectiva dos docentes.

3- A apreciação dos pais e encarregados de educação é promovida no final de cada ano escolar, pelo director de turma, e traduz-se no preenchimento de uma ficha modelo aprovar nos termos do nº 5 do artigo 44º.“
(…)


O que é isto?

Então muitos dos pais que não se preocupam em educar os filhos, a quem os professores pedem ajuda na motivação e consciencialização de que a escola é necessária e que se limitam a responder que “se ele não quer o que é eu posso fazer?” que me vão avaliar?

Eu tive alunos com 16 anos que se me confessaram alcoólicos, esvaídos em lágrimas e me disseram que o hábito foi incutido em casa , e o pai dele, o alcoólico inconsciente vai-me avaliar?

Não estão a colocar os professores numa posição passível de chantagem?

Não estão a provocar que todos os alunos passem de ano de modo a que o professor tenha em consequência uma boa qualificação?

Não estão a provocar que os professores se dispam de qualquer valor e consciência de brio profissional e atribuam notas irreais?

Pois mas para vocês só interessa que haja x licenciados, x pessoas com o 12º ano e milhões e milhões de gente ignóbil, estúpida e iletrada. Só assim se explica que alguns destes cheguem a ministros da educação!

Se os pais querem poder porque é que ninguém se apresenta nas reuniões de avaliação dos seus educandos no final do ano?

Porque é que ninguém participa nas associações de pais?


Estão a destruir a autoridade dos professores e em consequência a consciência social de autoridade e respeito pela mesma!


Desculpem os leitores este post que sai directamente do coração lusitano e a linguagem nele contida.

Este blogue não se responsabiliza por qualquer ofensa que alguém possa sentir pois todas as pessoas que se possam sentir ofendidas com este artigo só devem agradecer a injusta leveza com que é retrata a sua incompetência no trabalho. Graças a Deus, em casa os meus pais deram-me educação e tal não me permite despejar aqui toda a minha raiva e expressar verbalmente tudo aquilo que alguns pretensos ofendidos mereciam ouvir.

segunda-feira, maio 29, 2006

Frase da Semana - 21

Euro 2006 - Sub 21
Portugal afastado do Europeu
Depois das derrotas frente à França e à Sérvia/Montenegro, os sub-21 portugueses venceram a Alemanha por 1-0 (golo de João Moutinho), em Guimarães, mas a vitória não foi suficiente para continuar na prova. França e Sérvia Montenegro nas meias-finais, Alemanha também ficou pelo caminho.


In Mais Futebol

Agora poder-se-à especular que a culpa é de x ou de y, para mim, e ao contrário do que diz o Sr. Pinto da Costa, de Scolari não é porque desfalcou a equipa sub-21, talvez de Agostinho, talvez dos jogadores, mas concerteza a culpa é de de serem campeões europeus antes de entrar em campo! A humildade é, em alguns casos, tão importante como o engenho.




Quem aspira à sumidade, raramente consegue passar do meio.


Baldassarre Castiglione



Já agora, aplaudo, de pé, todos os portugueses que apesar da não-qualificação aplaudiram no berço os rapazes de idade e gaiatos de mentalidade (salvo rara excepções) que não conseguiram a qualificação.
Uma boa lição para os mais velhos, que espero não se habituem a jogos com mini-intervalos.

quinta-feira, maio 25, 2006

Freud - nunca é tarde para se homenagear um génio

Freud, o conquistador

É uma marca dos ambiciosos: Sigmund Freud não estava interessado no presente. Viveu para a sua glória futura, que seria comparável à de Copérnico e Darwin. Não quis menos que mudar a humanidade. Desde criança até ao fim da adolescência tratou-se apenas de saber como. Oráculo fortalecido pela família: Sigmund ia ser grande.

Nascido a 6 de Maio de 1856 em Freiberg - hoje Prîborg, na República Checa, então parte do império austro-húngaro -, foi o filho primogénito de um casal de judeus com 20 anos de diferença, Jacob e Amalia. Jacob fora casado antes e tinha dois filhos adultos.
Quadro sumarento para a análise da infância: pai com idade para ser seu avô, irmãos com idade para serem seus pais, mãe da idade dos irmãos, bonita e esguia, que depois lhe deu mais seis irmãos e irmãs - e ao primeiro que a fez inchar, Sigmund naturalmente odiou-o.
A família muda-se para a capital do império quando ele tem quatro anos. Viena será a sua casa até ao limite - um centro do mundo no momento da consciência do declínio, entre o estertor dos Habsburgos e a queda da bolsa; a metrópole em que a imperatriz amada do imperador Francisco José desejava o hospício e os homens se viravam para dentro, para a loucura, o sexo, a morte; a cidade em que Schnitzler, Kraus e Hoffmannsthal escreveram, Klimt, Kokoschka e Schiele pintaram, Mahler e Schönberg compuseram (era aqui que a psicanálise tinha condições para nascer, sugere Bruno Bettelheim em "Viena de Freud e outros ensaios").
É um refúgio para muitos judeus perseguidos na Europa, com a garantia de vários direitos por parte dos Habsburgos, que procuraram contrariar o anti-semitismo latente.
Jacob era um modesto comerciante, não-abastado. Mas, mesmo num apartamento pequeno, os Freud garantiram a Sigmund o privilégio de um quarto só seu, que ele encheu de livros, leitor voraz. E quando deu a entender que o piano da mãe e da irmã lhe perturbava a concentração, o piano desapareceu. Como sublinha Peter Gay (na biografia de referência, "Freud, a Life For Our Time"), rara seria, então, a família vienense pequeno-burguesa sem piano em casa.
De acordo com Gay, a relação deste primogénito com os pais é um clássico edipiano (que aliás Freud usou na sua auto-análise): distância do pai, amor à mãe (o vislumbre da sua nudez, na infância, será uma primeira memória erótica).
Um texto de Goethe sobre a natureza e a admiração pelas descobertas de Charles Darwin fazem-no decidir-se pelas ciências da vida.
Ainda pobre estudante de medicina, fica noivo de Martha Bernays, fresca e bonita filha de judeus ortodoxos. O noivado dura quatro anos e meio. As cartas à noiva revelam um homem inseguro e megalómano, tirânico e ciumento, aconchegado às convenções da época em relação às mulheres.
Ele que era um viciado no "Quixote" de Cervantes, considerava-o leitura não adequada à sua doce "princesa". Ele, o politicamente liberal que traduzia John Stuart Mill, lamentava a "falta de sentido do absurdo" com que Mill dizia que homens e mulheres podem ganhar o mesmo.
A "natureza", pensava Freud, destinara as mulheres a algo diferente da competição no mundo do trabalho, "através da beleza, do charme, da doçura".
Convinha-lhe pensar assim. Martha foi a dona de casa perfeita, que lhe deu seis filhos e cuidou do lar, garantindo-lhe a tranquilidade de uma rotina livre para a construção do génio. Freud precisava de ter a líbido apaziguada e a segurança de uma vida burguesa oposta aos fundos negros da perversão humana. Martha era a saúde, a normalidade, a razão.
À razão, a arrancar o homem aos seus instintos, a dominar a besta solitária, egoísta, libidinosa que todo o ser humano é, aspirava Freud acima de tudo. Era essa a sua reforma moral, era esse o continente novo, a terceira mudança de perspectiva da humanidade - Copérnico mostrara que o homem não é o centro do mundo, Darwin mostrara que o homem é um animal, Freud revelaria o seu inconsciente.
"Não sou um homem de ciência, de todo, nem um observador, nem um experimentador, nem um pensador. Não sou nada mais que um conquistador por temperamento, um aventureiro se quer traduzir este termo, com toda a curiosidade, ousadia e tenacidade de tal homem", escreveu Freud a Fliess, em 1900, o ano que inaugura o século e que marca a publicação de "A Interpretação dos Sonhos", monumento fundador da psicanálise.
No seu apartamento de Viena, durante 50 anos, manteve esta rotina: "Acordava às 7h e via pacientes psicanalíticos das 8h ao meio-dia. Depois de uma refeição com a família, dava um passeio no bairro por uma hora, durante a qual visitava o seu vendedor de tabaco. Depois dava consultas e trabalhava com pacientes até às 19h. Após a refeição da noite, jogava frequentemente cartas com a sua cunhada Minna Bernays, ou dava um passeio até ao café do bairro, onde fumava e lia o jornal. Às 21h ou 22h retirava-se para o seu estúdio onde escrevia livros, correspondência e conferências até bem depois da meia-noite."
A reconstituição é do psicólogo Evan J. Elkin, aficcionado de charutos como Freud foi toda a vida. Fumava cerca de 20 por dia. Nos períodos em que se forçou a abstinência não conseguia trabalhar. Mesmo depois de saber que tinha um cancro no maxilar manteve-se fumador. Era um prazer superior.
Tal como o tabaco, as antiguidades eram essenciais à psicanálise. Tranquilizava-o olhar para as estatuetas gregas, romanas, egípcias, que acumulava nos aposentos de trabalho. O resto do apartamento era banalmente victoriano. O que lhe interessava nos objectos arqueológicos era serem vestígios do passado do homem, reveladores.
Não é certo que tenha sido também viciado em cocaína, mas tomou-a pelo menos em pequenas doses boa parte da vida.
Não é certo que tenha tido um romance com a sua cunhada Minna, que viveu muito tempo com os Freud, e o acompanhou sozinha em muitas ocasiões.
O amigo Fliess foi para ele o que nunca nenhuma mulher poderia ser (a satisfação de Freud por ter conseguido "superar" o seu devaneio homossexual diz muito sobre ele, de acordo com a visão moral do que era "doente" e "saudável").
Ateu, viveu o seu judaísmo com o orgulho de um homem a quem repugnava a cobardia. O anti-semitismo reforçou-o. O pai era o homem que se curvara para apanhar o chapéu que um anti-semita lhe arrancara da cabeça. Freud cresceu contra essa imagem. Não tinha razões para se sentir inferiorizado e não seria inferiorizado.
A sua propensão tirânica (uma natureza, reconheceu) ficou exposta na imposição da psicanálise como evangelho inquestionável, que levou a zangas e purgas de ex-discípulos.
A relação de amor-ódio com Viena levou-o a abandonar a capital austríaca apenas em 1938, quando a anexação da Áustria pelos nazis o forçou ao exílio em Londres. Morreu no ano seguinte, aos 83 anos, na sequência do cancro que há muito o torturava.
Destruíra quase toda a correspondência, notas e manuscritos na sua posse. Não ia facilitar a tarefa aos biógrafos. De resto, sabia que todo o biógrafo "mente, esconde, é hipócrita, embeleza e disfarça a sua própria falta de entendimento".
E, naturalmente, nunca teve dúvidas de que seria biografado.


Alexandra Lucas Coelho
Pública 30-04-06

quarta-feira, maio 24, 2006

Em Timor...

Lavam-se os olhos nega-se o beijo
do labirinto escolhe-se o mar
no cais deserto fica o desejo
da terra quente por conquistar
Nobre soldado que vens senhor
por sobre as asas do teu dragão
beijas os corpos no chão queimado
nunca serás o nosso perdão
Ai Timor calam-se as vozes dos teus avós
Ai Timorse outros calamcantemos nós
Salgas de ventres que não tiveste
ceifando os filhos que não são teus
nobre soldado nunca sonhas
tever uma espada na mão de Deus
Da cruz se faz uma lança em chamas
que sangra o céu no sol do meio dia
do meio dos corpos a mesma lama
leito final onde o amor nascia
Ai Timor calam-se as vozes dos teus avós
Ai Timorse outros calam
cantemos nós


Ainda não consegui discernir quem está por trás da revolta, mas há-de ser alguém com muito interessse em manter o seus petrodólares timorenses, ou, no mínimo em que o preço do petróleo continue em cima, creio eu e os meus poucos conhecimentos de economia.
Mas tenho a certeza que alguém está a manobrar parte do exército timorense com segundas intenções.

Serão os mesmos de sempre ou serão os que apoiaram os indonésios para expulsar os portugueses?

sexta-feira, maio 19, 2006

Frase da semana - 20


Não posso deixar de expressar a minha tristeza por me aperceber, a cada dia que passa, que a maior influência que o Império Romana deixou na nossa cultura foi o gosto mesquinho, irresponsável e deplorável pelo...
"Pão e circo."
O povo fica satisfeito com isto, não precisam de se procupar com as condições de vida e com o futuro sustentado e sustentável. Haja pão para matar a fome e venha a festa que o resto não interessa.
Ainda se perguntam como chegou a nação a isto?

quarta-feira, maio 17, 2006

Novo blogue calipolense


Surgiu um novo blogue em Vila Viçosa, o A Sombra da Realidade.
Com mais um cavaleiro, Lord Eloah, à frente dos destinos deste blogue, esperamos que seja também este uma mais valia para a nossa terra.
Sejais bem-vindo.

terça-feira, maio 16, 2006

Vamos indo...

No fim-de-semana em que termina a época desportiva interna, com mais uma vitória do Porto no campeonato; após a divulgação antecipada pela impressa de que Quaresma não iria ao mundial, e as declarações de Pinto da Costa incentivando os seus macacos/gorilas (os mesmos que ameaçaram de morte Mourinho, que partiram o carro de Adriaanse, que acompanharam Pinto da Costa ao Tribunal quando foi douradamente apitado, os mesmos que depois brigaram com a SAD portista e andaram meia época com as tarjas ao contrário, os tais que estupidamente invadiram o campo em Penafiel a 2 minutos do final do jogo) a realizarem desacatos no dia seguinte, no Jamor, onde se realizaria a festa da taça, dizendo que a não convocação de Quaresma podia irritar alguns adeptos e o Jamor não tinha muita segurança. Bem dito bem, bem feito, o Bobi e o Tareco não falham!

O Sr. Cuosta disse ainda que foi uma vergonha o ex-presidente da República, Jorge Sampaio, por ter dado uma medalha aos jogadores da selecção e à Federação por terem conseguido ser 2º no Europeu 2004, após a Grécia, uma selecção que não vai sequer ao mundial. Em qualquer outro país o treinador teria sido despedido, aqui ganha prémios!

Pois é, mas em qualquer país do mundo, como em Itália, o caso Apito Dourado também não tinha sido arquivado, nem um corrupto seria preso (caso Guímaro) estando o corruptor identificado e saído impune do processo, nem se pagam viagens ao Brasil aos árbitros e sem que nada aconteça, enfim, a república que critica é a que dá as mesmas bananas que come.

Enquanto tudo isto, no Brasil, S. Paulo virou selva e nasceu uma rebelião já considerada a maior de sempre, e o nosso blogue atingiu o número redondo dos 15000 visitantes (obrigado a todos).

Para o futuro, espera-se o apoio à selecção porque a silly-season está à porta (cada vez começa mais cedo e acaba mais tarde) e só já dá PORTUGAL!

Frase da Semana - 19



Se queres compreender a palavra 'felicidade', indispensável se torna entendê-la como recompensa e não como fim.

Antoine de Saint-Exupéry

quinta-feira, maio 11, 2006

Dalí - o excêntrico "anarco-monárquico"



Salvador Domenec Felip Jacint Dalí Domenech faria hoje 102 anos. Nasceu em 1904, vila de Figueres, Catalunha, Espanha.

Frequentou a Escola de Desenho Municipal, onde iniciou a sua educação artística formal e em 1922, foi viver para Madrid, onde estudou na academia de artes Academia de San Fernando. Já então chamava a atenção como um excêntrico, usando cabelo comprido e suíças, casacos, meias e calças de montar, num estilo que estava na moda um século antes. O que lhe granjeou maior atenção por parte dos colegas foram os quadros onde fez experiências com o cubismo.

Fez também experiências com o Dadaísmo, que provavelmente influenciou todo o seu trabalho. Nesta altura, tornou-se amigo íntimo do poeta Federico García Lorca e de Luis Buñuel.

Foi expulso da Academia em 1926, pouco tempo depois dos exames finais, em que declarou que ninguém na Academia era suficientemente competente para o avaliar.

Nesse mesmo ano fez a sua primeira viagem a Paris, onde se encontrou com Pablo Picasso. O artista mais velho já tinha ouvido falar bem de Dalí, através de Juan Miró. Nos anos seguintes, Dalí realizou uma série de trabalhos fortemente influenciados por Picasso e Miró, enquanto ia desenvolvendo o seu estilo próprio.
Em 1939 os membros do grupo surrealista expulsaram oficialmente Dalí do grupo por motivos políticos. O marxismo era a doutrina preferida no movimento, ao passo que Dalí se declarava "anarco-monárquico". Dalí respondeu à sua expulsão declarando "O surrealismo sou eu". Os outros surrealistas passaram então a referir-se a Dalí no passado, como se o pintor estivesse morto.

Salvador Dalí morreu de falha cardíaca a 23 de Janeiro de 1989 em Figueres, Catalunha, Espanha. Foi sepultado na cripta do seu Teatro-Museo, em Figueres.


(adpatado Wikipédia)
Das suas obras esta, é esta a que mais gosto:
A Persistência da Memória de 1031

Para ver as obras de Dalí clique aqui.

És grande!!

Benfica é campeão... nos Barbados


Sim, é verdade. Existe na ilha dos Barbados, Caraíbas, um clube chamado CBC Benfica Sports Club, sedeado na localidade de St. Barnabas. E é o novo campeão da Division One (segunda divisão) do seu país uma semana antes do final do campeonato.


A festa surgiu após o triunfo (1-0) sobre o Empire A, ainda por cima no terreno do adversário. Apesar de ter perdido com os antigos campeões, os Banks Black Rock, o Benfica assegurou o primeiro lugar com 24 pontos.


De referir que nas ligas dos Barbados existem clubes conhecidos como Ajax e Barcelona, mas a influência do Benfica é compreensível, uma vez que o próprio nome da ilha foi dado pelo descobridor português Pedro Campos, em 1536.

[ 2006/05/10 16:15 ] Redacção MaisFutebol
Há bons valores culturais que nunca se perdem.

quarta-feira, maio 10, 2006

Iº Torneio Internacional de Futebol



Já tinha sido comentdo pelo colega Restaurador, mas esperei para ter o cartaz oficial da competição.

Decorrerá este fim-de-semana o Iº Torneio Internacional de Futebol Juvenil "Romão Correia Carapinha".
Conta com a participação do CD Badajoz, do Juventude de Évora, de uma Selecção da Associação de Futebol de Évora e com o anfitrião Calipolense.
Em nome da família, obrigado aos responsavéis pela organização.

Download = pirataria ?

Recebi este e-mail acerca da "pirataria" de músicas, filmes e outras coisas através da internet. Um tema em discussão e que tem vários argumentos contra e a favor. Os que são contra o download, obviamente, já todos supõem as razões, mas surgem agora as "armas" das pessoas a favor. Deixo aqui as justificações apresentadas no referido e-mail, deixando a referência daquilo que é um...

... Pirata

do Lat. pirata <>

Brasil: sedutor; conquistador; adj. 2 gén., fraudulento; Inform., pessoa que se introduz nos sistemas informáticos de outros, passando para além de protecções e passwords, podendo ou não danificá-los ou utilizá-los ilicitamente.

em: www.priberam.pt/DLPO/




Quem já não ouviu isto nas noticias?

As multas poderão ir até aos 5000 euros, quem for "apanhado" a roubar músicas da Internet...



Pois bem, é altura de acalmar o pânico de milhares de pessoas e de pais preocupados com o que os filhos fazem no computador.


1º - Os chamados "processos" vão ser criados pela SPA (Sociedade Portuguesa de Autores) e/ou pela IFPI (Federação Internacional da Indústria Fonográfica). Neste ponto, há uma coisa que deve ser clara: nenhuma destas instituições tem autoridade para passar multas a quem quer que seja.
O objectivo (imoral) é assustar os utilizadores de Internet e levá-los a pagar uma indemnização até 5000 euros, ou será levado a tribunal. Isto pode ser visto como chantagem, uma vez que ou pagamos, ou levamos com um processo. Estas empresas que vão enviar as tais cartas, não estão a agir através de um processo judicial (pois seria muito dispendioso processar individualmente milhares de pessoas) mas sim através de um processo civil.
Que relevância jurídica tem isto? Nenhuma! Simplesmente ameaçam as pessoas e metem medo. Se alguma pagar, melhor. Se ninguém pagar, encolhem os ombros e passam ao próximo. De facto há leis em Portugal, mas não são estas empresas que as escrevem.


2º - Onde está essa informação, e quem decide que valor é que se vai pagar?
Em Portugal só há uma maneira de obrigar as pessoas a pagar multas ou indemnizações: o tribunal! Como o Bill Gates disse: "O nosso computador é tão confidencial como a nossa conta bancária". Sem processo em tribunal, ninguém (nem mesmo estas entidades) podem acusar, vigiar, espiar, exigir, passar multas, pedir indemnização, ter acesso ao vosso computador, ou "consultar" que downloads fazem.


3º - Para os menos entendidos, quem tem ligação à Internet, liga-se através de um IP (ex. 255.255.255.255) e mais nenhuma informação é transmitida (e atenção a isto).
Quem mantém o registo a quem pertence cada IP ligado, é apenas a empresa de Internet a quem contraram o serviço (ex. Netcabo, Cabovisão, Sapo, Clix, etc.). Neste caso, só com um processo judicial é que a vossa informação confidencial é disponibilizada. Ou seja: receberam uma carta a pedir uma indemnização. Muito bem, há processo judicial a decorrer em tribunal? Não? Então a carta não vale nada. E se quiserem ir mais além, contactem o vosso fornecedor de Internet e perguntem como é que a determinada instituição obteve os vossos dados, sem autorização do tribunal. E se ainda quiserem ir mais além, iniciem um processo contra o vosso fornecedor de Internet, ou contra a instituição que vos "ameaçou".


4º - Quem faz download de qualquer tipo de ficheiros da Internet (seja musica, filmes, fotografias) é apelidado de "pirata informático" pela comunicação social. Mas há uma grande diferença entre fazer download e desfrutar desse mesmo download no conforto da vossa casa, e de fazer download de filmes e música e ir vender para a feira da ladra, ou qualquer outro local. Quem lucra com estes negócios de downloads para vender posteriormente, é que deve ser apelidado de pirata informático.
Ou será que quando se gravava as telenovelas e os filmes da televisão em cassetes, também era chamado de pirata da televisão? É exactamente a mesma coisa. Em vez de copiarem da televisão, copiam da Internet.


5º - Neste momento, em Portugal não há nenhuma lei relativamente à pirataria informática (pelo menos explícita) e em que base se suporta, ou que diferenças existem entre consumo próprio ou para venda. Da mesma maneira que não há qualquer precedente de tal situação. Todos aqueles anúncios no cinema, nunca deram em nada nem nunca ninguém foi preso. Eram só campanhas!


6º - Se estivessem a infringir alguma lei, acham que seriam enviadas cartas para pararem com os downloads e a serem convidados a pagarem de livre vontade? Também ninguém manda cartas a um ladrão para parar de roubar no metro e entregar-se na esquadra mais próxima, ou a um assassino para parar de matar os vizinhos com a caçadeira, e para se dedicar à agricultura. É absurdo!
Se neste país nem uma pessoa que viola crianças vai presa, quanto mais nós que nos recusamos a pagar multas! Tirar músicas da Internet dá multa até 5000 euros. E andar a 120km/h dentro de uma localidade dá 500 euros? Passar um sinal vermelho menos que isso? Desencadear um acidente em cadeia na auto-estrada porque se bebeu demais fica-se sem carta? Acham justo?
Tirar músicas da Internet é que é mau para a sociedade, e os perigosos somos nós, não?


7º - Recentemente em França foi aberto um processo pelas indústrias e editoras similar a este, e até foi feita uma petição em tribunal para ser criada uma lei que punisse quem fizesse downloads da Internet. No entanto, o Juiz recusou-se alegando que se estaria a violar a divulgação cultural.
Temos o direito de experimentar o produto antes de o comprar, ou não?


8º - Quem acham que perde com isto tudo? O terror instala-se, as pessoas começam a parar de fazer downloads, e a Internet em casa passa a ser usada para ver páginas e ler o e-mail. Quem precisa de grandes velocidade para isso? Ninguém...assim os consumidores começam a cancelar a Internet, ou a passar para uma mais barata. E quem sofre? O fornecedor de Internet.


9º - Há vários cantores e grupos de música nacionais que culpam a "pirataria" das baixas vendas que os seus álbuns conseguem no mercado. Esta é a lista de vários artistas que lutam contra a pirataria: Ágata, Agrupamento Musical Diapasão, Aldina, Alfredo Vieira de Sousa, Ana Moura, António Cunha (Uguru), António Manuel Ribeiro, António Manuel Guimarães (Magic Music), Banda Lusa, Blasted Mechanism, Blind Zero, Bonga, Boss AC, Camané, CantaBahia, Carlos do Carmo, Carlos Maria Trindade, Carlos Tê, Clã, Cristina Branco, Da Weasel, Danae, David Fonseca, Dealema, Delfins, DJ Vibe, Dulce Pontes, Emanuel, Expensive Soul, Fernando Rocha, Filipa Pais, Fingertrips, FNAC, GNR, Gutto, Iran Costa, Íris, Jaguar Band, João Afonso, João Gil, João Monge, João Pedro Pais, João Portugal, Jorge Cruz, Jorge Palma, José Mário Branco, Liliana, Lúcia Moniz, Luís Cília, Luís Represas, Luísa Amaro, Mafalda Veiga, Manuel Faria, Manuel Freire, Manuel Paulo, Mão Morta, Marante, Maria João & Mário Laginha, Mário Fernandes, Mariza, Ménito Ramos, Mesa, Miguel&André, Miguel Guedes (em nome individual), Mind da Gap, Místicos, Mónica Sintra, Paula Teixeira, Paulo Ribeiro, Pedro Abrunhosa, Pedro Ayres Magalhães, Pedro Oliveira, Pedro Osório, Quatro Cantos, Quim Barreiros, Quinta do Bill, Rádio Macau, Rita Guerra, Rodrigo Leão, Rosita, Rui Bandeira, Rui Veloso, Santamaria, Sérgio Godinho, Teresa Tapadas, The Gift, Toranja, Toy, Tozé Brito, UHF, Vitorino, Wraygunn, Xutos e Pntapés, X-Wife e Zé Peixoto.


Por favor, e peço-vos que metam a mão na consciência: Quem é a pessoa com com alguma inteligência que se vai a meter a fazer download de músicas da Ágata?

Ou da Rosita? Ou do Agrupamento Musical Diapasão? Ou pior, do Iran Costa?


10º - Ora vejamos:
Fim da Pirataria –> Menos Utilizadores da Internet –> Choque Tecnológico por água abaixo –> Portugal país cada vez mais atrasado a nível europeu

Fim da Pirataria –> Menos Utilizadores da Internet –> Menos lucros dos ISP's–>PT apresenta prejuízo -> Portugal país cada vez mais atrasado a nível europeu

Fim da Pirataria –> Aumento dos Processos que se acumulam nos tribunais –> Justiça mais lenta –> Portugal país cada vez mais atrasado a nível europeu

Fim da Pirataria –> As pessoas não vão comprar Cd's só porque a pirataria "acaba" ou diminui podendo mesmo criar uma certa "revolta" contra as editoras e afins –> O povo começa a cagar para os artistas –> Menos lucros para editoras e artistas –> Mundo da música e não só com dificuldades –> Portugal país cada vez mais atrasado a nível europeu...

Continuamos....?

11º - Ok, concordo que os direitos de autor têm que ser protegidos. Mas não concordo que um simples CD de música cujo custo de fabrico ronda 1 euro, seja vendido por 15/20 euros, em que apenas cerca de 2 euros vão para os artistas. E ainda têm a lata de chamar piratas a nós?

12º - Concluindo, não se deixem vencer pelo medo. Não digo para olharem para o lado caso recebam essas cartas, mas sim que se informem e que pesquisem as maneiras legais de se fazer o correcto.
Informem e mantenham-se informados, pois basta haver um decréscimo dos utilizadores deste tipo para essas empresas pensarem que podem fazer tudo e que podem ganhar.

segunda-feira, maio 08, 2006

Frase de Semana - 18



A tolerância é a filha da dúvida.
Erich Remarque

Mr. Koeman eu tenho muitas dúvidas... sobre si, sobre os eu sistema, sobre o Moretto, sobre o Beto. A boa campanha europeia não é suficiente.
Podíamos até não ganhar nada, mas no entanto mostrar raça, vontade e engenho, que ontem, tal como durante todo o campeonato, não existiu.
Desmistificou a imagem que tinha si enquanto jogador e desenvolveu em mim uma estranha vontade de o ver de malas feitas para fora da Luz.
Ainda para mais, fez com o que Belém de todos nós fosse para a Liga de Honra.
Por favor, não insista em dizer que ainda tem contrato que até me dói o coração.

quinta-feira, maio 04, 2006

Que terra esta...

...que após dois fins-de-semana sem lá ir (e perspectivas de um terceiro) me faz sentir incompleto e com um aperto no coração.

Mais que um local físico, a vila são os momentos e os amigos. Apesar de não haver muito para fazer, a vila é a vila e basta lá estar para acalmar as saudades.
História
Vila Viçosa foi ocupada pelos romanos e muçulmanos até ser conquistada em 1217 durante o reinado de D. Sancho II.

Em 1270, recebe foral de D. Afonso III vendo o seu nome mudado de Vale Viçoso para Vila Viçosa. O foral é bastante idêntico ao de Monsaraz, Estremoz e Santarém,
atribuindo grandes regalias a Vila Viçosa. No século XIV, D. Dinis manda erigir o Castelo de Vila Viçosa.

Anos mais tarde, em 1297, a povoação foi oferecida como dote de casamento a D. Brites, noiva de D. Afonso IV. Já em 1372, D. Fernando doou-a a D. Leonor Teles .

Na Crise de 1383-1385 Vila Viçosa tomou o partido de Castela, sendo um dos últimos castelos a render-se, mas nove dias após a Batalha de Aljubarrota, D. João I ofereceu os destinos da vila a D. Nuno Álvares Pereira, sendo que em 1461 Vila Viçosa passou a fazer parte do Ducado de Bragança.

Em 1502 com o início da construção do Paço Ducal de Vila Viçosa, Vila Viçosa tornou a sede do Ducado de Bragança e em 1512, Vila Viçosa recebe no foral de D. Manuel I.

Durante o domínio filipino, Vila Viçosa, era sede da maior corte ducal da Península Ibérica. Data memorável para a localidade é também o ano de 1640, dado que foi de Vila Viçosa que então saiu o primeiro Rei da quarta dinastia de Portugal. A partir desta data, Vila Viçosa, perdeu fulgor e tornou-se na residência real de férias.

Em 1646, João IV de Portugal ofereceu a coroa de Portugal a Nossa Senhora da Conceição como agradecimento pela boa campanha da Guerra da Restauração, tornando-se Nossa Senhora da Conceição, Rainha e Padroeira de Portugal. Desde então, mais nenhum Rei de Portugal usou a coroa.

Vila Viçosa foi fortemente abalada pelo Terramoto de 1755 e, no início do século XIX, foi saqueada durante as Invasões Francesas.

Com a Proclamação da República a 5 de Outubro de 1910, Vila Viçosa caiu em decadência, devido ao objectivo dos republicanos em apagar todos os vestígios da monarquia. Contudo, na década de 1930, com a exploração dos mármores e abertura do Paço Ducal de Vila Viçosa para turismo, Vila Viçosa começou a modificar-se até aos dias de hoje.

Geografia

Vila Viçosa está situada a 4km de Borba, a 9km do Alandroal, a 17km de Estremoz, a 30 de Elvas, a 58km de Évora, a 40km de Espanha e a 212km de Lisboa. O concelho compreende as serras de Borba, Vigária e d'Ossa. É ainda atravessado pela Ribeira d'Asseca, um afluente do Guadiana.
Veja como chegar
aqui.

Economia
A economia do concelho de Vila Viçosa assenta essencialmente na indústria de estracção e transformação do mármore. O mármore de Vila Viçosa é reconhecido a nível mundial, e Vila Viçosa é conhecida a nível nacional como Capital do Mármore. O segundo sector económico mais importante do concelho, é o turismo, recebendo Vila Viçosa anualmente cerca de 100.000 turistas. A agro-pecuária é ainda uma importante fonte de receitas para o concelho.

Cultura

Património Arquitectónico

Do vastíssimo património arquitectónico, destaco: o Paço ducal, o Castelo, o convento da Esperança, a Igreja e o Convento dos Agostinhos, o Convento dos Capuchos, a Igreja de São Bartolomeu, o Pelourinho de Vila Viçosa, a Porta do Nó e claro, a Tapada Real e o Santuário de Nossa Senhora da Conceição.


Museus

Pode visitar ainda o Museu dos Coches, Museu da Caça, Museu da Arqueologia, Museu da Arte Sacra ou o Museu do Mármore.

Heráldica

A constituição heráldica das Armas do concelho de Vila Viçosa fundamenta-se em três privilégios - três excepcionais honrarias que a Vila Viçosa couberam no decurso da história. São eles, por ordem cronológica:

1º - Ter sido aqui estabelecida a Corte da Casa de Bragança e Estado de Bragança, pertença dos nobres mais poderosos do país, depois da família reinante;
2º - Ter sido proclamada pelas Cortes de 1646, Padroeira de Portugal a imagem de Virgem da Conceição, venerada na igreja matriz;
3º - Ter sido o Castelo um baluarte heróico na defesa de Portugal, sobretudo quando em 1665, resistiu durante oito dias ao assalto do poderosíssimo exército castelhano.

Cada uma das peças (símbolos ou signos) do Brasão tem, pois, relação com um desses factos gloriosos:

ASPA: referência à Corte da Casa e Estado de Bragança, porque o 1º Duque de Bragança, Afonso de Bragança, tomou por Armas uma aspa vermelha e sobre ela cinco escudetes das Quinas de Portugal.

QUINAS DE PORTUGAL: As duas Quinas do Brasão de Portugal, que figuram nas Armas de Vila Viçosa, significam que as lutas pela defesa da Pátria, tão importantes elas foram.
Tanto a Aspa como as duas Quinas «estão em chefe». Quer isto dizer que esses símbolos se situam no terço superior do campo do escudo. O terço inferior chama-se contrachefe.

TORRES TORREADAS: Simbolizam o Castelo, e a cor vermelha significa a sua extraordinária importância histórica nas lutas da independência nacional.
IMAGEM DE UMA SANTA : Simboliza a Imaculada Conceição, Padroeira de Portugal, adorada na Igreja de Santa Maria do Castelo.

SERPENTE: Representa a serpente referida no Génesis (Antigo Testamento)

COROA MURAL DE QUATRO TORRES: É a peça que encima o escudo e, é a coroa estabelecida por lei para caracterizar as vilas.

SIGNIFICADO DAS CORES OU ESMALTES
OURO: Indica fé, constância e fidelidade, atributos evidenciados pelos calipolenses através dos tempos. Por isso o campo das armas é de ouro.
AZUL : Exprime lealdade, zelo e caridade, qualidades demonstradas pelos moradores de Vila Viçosa nas lutas pela independência e liberdade do Povo Português.
VERMELHO : Simboliza guerras e vitórias, e põe em destaque os actos heróicos praticados no Castelo desde o século XIV ao XIX.

In Torrinha, Alexandre; (1982), "Há tanta ideia perdida"

Alguns calipolenses ilustres : João IV de Portugal , Florbela Espanca, Padre Joaquim Espanca , Túlio Espanca , Henrique Pousão, Bento de Jesus Caraça, Públia Hortênsia de Castro, Dr. Couto Jardim, Dr. Jeremias Toscano, Martim Afonso de Souza, Constantino de Bragança, António de Oliveira Cardonega, Catarina de Bragança, Salvador de Brito Pereira entre outros.