sexta-feira, abril 28, 2006

Frase da Semana - 17

O dever é uma coisa muito pessoal; decorre da necessidade de se entrar em acção, e não da necessidade de insistir com os outros para que façam qualquer coisa.
Madre Teresa de Calcutá
Bom fim-de-semana.

Descentralização qb!

Quando tudo se estrutura em torno de uma regionalização pressuposta mas não anunciada.
Quando se pretende que as fossas abismais entre litoral e interior sejam minimizadas.
Quando se defende que a cultura é para todos e que o país não pode estupidificar a olhar para morangos com futilidade ou noticiários de sopeira, é anunciado (segundo relata o nosso conterrâneo Restaurador) que o Museu dos Coches em Vila Viçosa vai fechar! É referido pelo Portal do Governo e pelo Correio da Manhã(matutino que não leio) , que irá ser construído um novo Museu dos Coches em Belém, Lisboa. O novo museu abrirá ao público até finais de 2007, e é intenção do Ministério da Cultura levar as 73 viaturas expostas em Vila Viçosa para Lisboa.
Provavelmente, com os preços do combustível a galoparem rumo ao topo do Evereste e as sempre agradáveis portagens da auto-estrada, não apetece a ninguém vir ao fim do mundo visitar o museu dos coches e ver ao vivo o landau onde seguia o Rei D. Carlos aquando do regicídio. Acredito. De qualquer dos modos, os trogloditas (só pode ser assim que nos vêem) que habitam o Alentejo nem percebem para o que serve o museu!
Mas nem é o facto de os museus insistirem em fechar aos Domingos e feriados que faz com que poucas pessoas os visitem; nem é a fraca (ou nenhuma) divulgação que se faz deles, nem o preço; Não. É por estarem longe do centro de tudo, Lisboa.
Tenham vergonha na cara! Já quase nos esvaziaram o palácio Ducal, um dos mais bonitos do país, querem também esvaziar as cavalariças? Como se desenvolverá Vila Viçosa (acabando o mármore) senão à base do turismo? E se nos levam tudo mostramos o quê? O lugar das coisas pelo meio do pó ou fazemos paint-ball na vila abandonada?
O Museu dos Coches de Vila Viçosa, que é uma dependência do Museu dos Coches de Lisboa, é o maior da Europa, tendo ultrapassado a sede do Museu Nacional dos Coches. Está instalado nas cavalariças do Paço Ducal de Vila Viçosa. Possui Viaturas de Gala, Landaus, Carruagens, Caleças, Fétones, Milordes, Clarences, Bourghans, Vitórias, uma Aranha, uma Mala-posta, Char-à-banc e Velocípedes.
Foi foi fundado pela Raínha D.ª Amélia em 1905, tendo sido instalado no Picadeiro Real de Belém, onde ainda hoje se mantém a secção de Lisboa. Em 1910 com a implatação da República, o museu passou a designar-se Museu Nacional dos Coches.
Em 1985, e devido à falta de espaço para expor todas as peças, foi inaugurada em Vila Viçosa a secção de Vila Viçosa do Museu Nacional dos Coches. O Museu Nacional dos Coches (Lisboa e Vila Viçosa) é o museu mais visitado do país, tendo tido mais de 204 mil visitantes em 2005.
Cada vez mais, Lisboa é Portugal e o resto é paisagem.
Se querem os coches levem-nos às costas!

Às voltas na blogosfera


O Incorrecto do meu amigo Carlos Sezões anda por aí com umas conversas que merecem ser lidas.
Também por aí, anda uns fantasmas, entre eles o do Misantropo Enjaulado (que se voltou a fechar na jaula das palavras), do Paulo Cunha Porto, mas com calma, com uma Calma Penada.
Visitem que vale a pena.

quinta-feira, abril 27, 2006

Ingenuidade

Porque é que nas manisfestações, no caso de agricultores, os manifestantes chegam num

e a malta do sindicato, que vem fazer o discurso, chega num parecido com este:

Assim não há revolução que aguente...

Serão os sindicatos um entrave à evolução do país ou são a voz da consciência governamental?

sexta-feira, abril 21, 2006

Minha Terra


Ó minha terra na planície rasa,
Branca de sol e cal e de luar,
Minha terra que nunca viu o mar
Onde tenho o meu pão e a minha casa...

Minha terra de tardes sem uma asa,
Sem um bater de folha... a dormitar...
Meu anel de rubis a flamejar,
Minha terra mourisca a arder em brasa!

Minha terra onde meu irmão nasceu...
Aonde a mãe que eu tive e que morreu,
Foi moça e loira, amou e foi amada...

Truz... truz... truz... Eu não tenho onde me acoite,
Sou um pobre de longe, é quase noite...
Terra, quero dormir... dá-me pousada!

quinta-feira, abril 20, 2006

Frase da Semana - 16


"Para dizer que vai acontecer, é preciso entender o que já aconteceu."

Nicolau Maquiavel

Joan Miró

Este é um dos meus pintores preferidos, Joan Miró, nascido a 20 de abril de 1893. Faria hoje 106 anos.

Para ver mais obras clique aqui.

terça-feira, abril 18, 2006

Bento de Jesus Caraça (Vila Viçosa, 1901; Lisboa, 1948)



"Se não receio o erro é porque estou sempre pronto a corrigi-lo."

A frase aparece logo à entrada do edifício da Rua Miguel Lupi, em Lisboa, onde estão sediados gabinetes dos professores do actual Instituto Superior de Economia e Gestão (ex-ISCEF).
Por cima, encontra-se um baixo-relevo com a face de um homem de aparência serena. Trata-se de Bento de Jesus Caraça, um dos mais famosos dos docentes desta escola da Universidade Técnica de Lisboa.

Em 1918 ingressa no Instituto Superior do Comércio, actual Instituto Superior de Economia e Gestão.

Ainda estudante, é nomeado 2º assistente pelo matemático Mira Fernandes. Terminado o curso, é assistente, depois professor extraordinário e finalmente catedrático, lugar que alcança em 1929, com apenas 28 anos.

Tratava-se, evidentemente, de um homem de uma inteligência superior. Mas tratava-se também de um homem que exercia um fascínio sobre os que o rodeavam, alunos, colegas e amigos, e que se inseriu militantemente numa época social e politicamente perturbada.
Os que o conheceram são unânimes em destacar as suas qualidades pedagógicas e o carisma de um professor para o qual «todas as salas eram pequenas», pois não bastavam para conter os alunos que vinham voluntariamente ouvir as suas lições, muitas vezes de escolas afastadas.

Os alunos do então ISCEF (Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras) brincavam dizendo Isto Sem o Caraça Era Fácil. Nesta escola, iniciou o estudo da econometria e criou o Centro de Estudos Matemáticos Aplicados à Economia.

Bento de Jesus Caraça foi depois proibido de dar aulas por estar ligado a actividades anti-fascistas, no entanto, esta proibição só reforçaria o seu carisma que tinha conquistado por tratar de um dos mais brilhantes intelectuais do seu tempo, um homem de origens modestas de capacidades excepcionais.

Nasceu em Vila Viçosa, neste dia 18 de Abril há 105 anos.

segunda-feira, abril 17, 2006

A terra dos nossos avós...


Uma amêndoa nesta Páscoa - Postal de Vila Viçosa nos anos 50, a Praça da República e a Av. Eng- Duarte Pacheco (actualmente Av. Bento de Jesus Caraça)
imagem retirada de postal à venda aqui

Frase da Semana - 15

Cristo de S. João da Cruz de Salvador Dalí


Há homens que são como as velas;
sacrificam-se, queimando-se para dar luz aos outros.
Padre António Vieira
Boa Páscoa.

quarta-feira, abril 12, 2006

Calipolense é candidato a líder do PP



O calipolense Hélder Cravo (atrás de Ribeiro e Castro na foto), líder do Partido Popular concelhio e da distrital do mesmo partido, é candidato a líder nacional do partido.
Depois de um líder com ligações familiares a esta vila, Paulo Portas, é agora a vez de Hélder Cravo se candidatar à liderança do Partido Popular.
Lá está, como diz Manuel do Azinhal: vocação política calipolense!

terça-feira, abril 11, 2006

Sugestão (em miniatura)

Li no Sexo dos Anjos um comentário sobre uma empresa a Viriatus, que fabrica miniaturas de figuras militares Portuguesas e seus inimigos e aliados, com o intuito de ilustrar o valor da história militar portuguesa e o seu impacto no mundo.

São figuras construídas em metal branco de 54mm (entre pés e topo da cabeça) para montar e pintar. As tiragens das figuras são limitadas a apenas 200 unidades.

As figuras estão organizadas em sete períodos históricos que vão desde a época pré-romana até aos dias de hoje cobrindo, não só oito séculos de história militar Portuguesa, mas também as civilizações que deram origem a Portugal:
A - Civilizações antigas da Península Ibérica
B - A construção de uma nação - Portugal. Séc.: XII a XIV
C - Os descobrimentos e a expansão ultramarina. Séc.: XV a XVI
D - A Restauração e o papel de Portugal na Europa. Séc.: XVII a XVIII
E - As invasões Francesas e a guerra peninsular - 1807 a 1814
F - Guerras Liberais e campanhas em África - Séc.: XIX
G - Séc. XX - Grande Guerra, Guerra Colonial e outros conflitos.

Visitem, vale a pena.
Eu já por lá passei e trouxe nova imagem para o profile.

Se a verdade assim é, estamos a perder a nossa identidade


Soube esta semana, que as urgências de Vila Viçosa, podem estar prestes a desaparecer, a fechar. Tal situação prende-se ao facto do governo querer diminuir os custos na saúde. Desta forma, a centralização dos serviços irá permitir uma melhor gestão dos recursos humanos e dos custos com material. A proposta que parece estar em cima da mesa, passa pela centralização em Estremoz, ou então pelo socorro do centro de saúde do Alandroal. Mas como se pode passar de um projecto para um novo centro de saúde para o fim das urgências sem que para tal possa existir um ponto intermédio. As medidas agora tomadas deixam sem saída mais de 10.000 habitantes que se utilizavam deste serviço. Mas não poderemos perder muito mais tempo. Não nos podemos esquecer que foram os responsáveis locais que rejeitaram o projecto inicial há uns anos. O facto de não termos sido humildes e não termos compreendido as necessidades locais podem agora levar a que Vila Viçosa, com ambições a património mundial, fique sem um Centro de Saúde!
Hoje temos em construção o também necessário quartel dos bombeiros mas também o Centro de Saúde, com os dinheiros nacionais e locais aplicados, poderia ser uma realidade que não passou de verba para projecto no PIDAC.
Não poderemos deixar de considerar a hipótese de influenciar e pressionar o governo com o início da construção do novo centro de saúde, mesmo que essa obra fique a meio, a influencia sobre o actual governo será grande. Não poderemos esquecer que a ordem do fecho das urgências vê lá de cima, do próprio governo.

O responsável pelo centro de saúde, à frente deste órgão à quase 2 anos, já se demitiu e, sejamos realistas, não teria outra opção.

Vila Viçosa foi já um centro de desenvolvimento, mas hoje, com todas estas mudanças, o futuro próximo da nossa localidade e da população está em causa.


Até a FIMAL, que era tida como o evento mais importante realizado na vila, agora vai ser realizada em Évora. Mas o mármore está onde?

Enfim…andamos de bicicleta numa corrida de carros!

Celebração do fim?

Hoje, Paulo Cunha Porto do Misantropo Enjaulado, colocou um comentário onde revela a celebração do fim, do seu blogue.

O Misantropo foi um blogue sempre presente na história do Aljubarrota, e como tal, fazemos o apelo da praxe: re-equacione a data para a celebração do fim e adie-o por mais uns tempos.

Abraço

domingo, abril 09, 2006

Frase da Semana - 14


Coragem é a resistência ao medo, domínio do medo, e não a ausência do medo.

Mark Twain

quarta-feira, abril 05, 2006

Esperando o Sucesso - Henrique Pousão

A homenagem é justíssima, pecará por tardia, fez no passado mês de Março 122 anos que morreu o pintor calipolense Henrique Pousão...

Henrique Pousão nasceu em Vila Viçosa em Janeiro de 1859 e viria a falecer nesta sua terra natal em Março de 1884 quando completava somente 25 anos, após ter vivido e estudado no Porto, em França e Itália.

A blogosfera tem contribuido para a divulgação de muitos vultos esquecidos da nossa cultura, Henrique Pousão tem conhecido nos últimos tempos uma grande divulgação, bem merecida diga-se.

Tal como eu, não consta que Henrique Pousão fosse benfiquista no entanto, aqui fica um desejo para o jogo de hoje.


Esperando o Sucesso 1882,
óleo sobre tela 131,5 x 83,5 cm
Museu Nacional de Soares dos Reis Porto, Portugal

Repitam a história...

...e vençam! (José Águas ergue a TCE após vencer o Barcelona em Nou Camp por 2-3)
Força Benfica.

segunda-feira, abril 03, 2006

Não nos esquecemos de ti

sábado, abril 01, 2006

Parabéns avô!


Fazer 80 anos não é para todos, muito menos fazer 80 anos dos que tu fazes; cheios de exemplos de como fazer as coisas, como ser e estar na vida, mesmo quando ela dá sinais de fraqueza.
Sei que a internet para ti é um enigma e que não lerás esta mensagem, mas não podia deixar passar em claro o dia de hoje, muitos menos com as circunstâncias recentes.
Parabéns e obrigado por mostrares o caminho...mais uma vez.
Conto contigo, por isso aguenta.