quarta-feira, novembro 30, 2005

O Dia e a Guerra da Restauração


Finalmente, um sentimento profundo de autonomia partilhado por toda a população, que estava sempre presente, estava a crescer e foi consumado na revolta de 1640, no qual um grupo de conspiradores, constituído por nobres e juristas aclamou o duque de Bragança como Rei de Portugal, com o título de D. João IV (1640-1656), dando início à 4ª Dinastia - Dinastia de Bragança.
O esforço nacional foi mantido durante vinte e oito anos, com o qual foi possível suster as sucessivas tentativas de invasão do exército Espanhol e vencê-los nas mais importantes batalhas, assinando o tratado de paz definitivo em 1668. Esses anos foram bem sucedidos devido à conjugação de diversas vertentes como uma forte aliança com a Catalunha, os esforços diplomáticos da Inglaterra, França, Holanda e Roma, reorganização do exército português, intensificação ou reconstrução de fortalezas e consolidação política e administrativa.
Paralelamente, os Portugueses conseguiram expulsar os Holandeses do Brasil, como também de Angola e de São Tomé e Príncipe (1641-1654), restabelecendo o poder Atlântico Português. No entanto, as perdas no Oriente tornaram-se irreversíveis e Ceuta ficaria na posse de Espanha
.

D. João IV


D. João IV (Vila Viçosa, 18 de Março 1603 - 6 de Novembro 1656) foi o vigésimo segundo Rei de Portugal, e o primeiro da quarta dinastia. João era filho de Teodósio II, 7.º Duque de Bragança e herdou o ducado 1630 como João II. Por via paterna era trineto do rei Manuel I de Portugal, através da duquesa D. Catarina. Ficou para a história como O Restaurador (por haver sido restaurada a independência nacional) ou O Afortunado (por aparentemente, uma vez caída a coroa na sua cabeça, não ter querido reinar, e só se ter decidido após a intervenção da esposa).
Em 1640, quando a classe média e aristocracia, descontentes com o domínio espanhol e com o reinado de Filipe III de Espanha (II de Portugal), quiseram restaurar a independência, foi ele o escolhido para encabeçar a causa. João aceitou a responsabilidade com relutância, diz a lenda que incentivado sobretudo pela sua mulher Luísa de Gusmão. A 1 de Dezembro deu-se o golpe e, em 15 de Dezembro foi coroado Rei de Portugal; foi aliás o último rei de Portugal a ser coroado, pois D. João ofereceu a coroa de Portugal a Nossa Senhora da Conceição, em Vila Viçosa, que desde então se tornou rainha e padroeira de Portugal.
Após a Restauração, seguiu-se uma guerra com Espanha na Península Ibérica e nas colónias, onde Portugal foi assistido pela Inglaterra, França e Suécia (adversários dos espanhóis na guerra dos trinta anos). A independência de Portugal foi reconhecida por Espanha apenas em 1668.
A morte de D. Sebastião (1557-1578) na batalha de Alcácer-Quibir, apesar da sucessão do Cardeal D. Henrique (1578-1580), deu origem a uma crise dinástica. Nas Cortes de Tomar de 1580, Felipe II de Espanha é aclamado rei de Portugal. Durante sessenta anos Portugal sofreu o domínio filipino. No dia 1 de Dezembro de 1640, os Portugueses restauraram a sua independência.
Ao contrário daquilo que o monarca prometeu nas cortes de Tomar de 1580, ainda no seu mandato, e de modo mais intenso no reinado seu sucessor, Filipe III de Espanha, o desrespeito dos privilégios nacionais vinha agravando-se. Os impostos aumentavam; a população empobrecia; os burgueses ficavam afectados nos seus interesses comerciais; a nobreza estava preocupada com a perda dos seus postos e rendimentos; e o Império Português era ameaçado por Ingleses e Holandeses perante o desinteresse dos governadores filipinos.
Portugal estava também envolvido nas controvérsias europeias que a Espanha estava a atravessar, com muitos riscos para a manutenção dos territórios coloniais, com grandes perdas para os ingleses e, principalmente, para os holandeses em África (Mina, 1637), no Oriente (Ormuz, em 1622 e o Japão, em 1639) e fundamentalmente no Brasil.
Fonte: Wikipedia

Blogosfera informa

Como a maioria da reles comunicação social portuguesa só fala que amanhã é o Dia Mundial da SIDA , esquecendo-se que é feriado porque é o DIA DA RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA ( e que em 1640 D. João IV, meu conterrâneo, nos libertou da ruína a que a dinastia filipina nos conduzia), a blogosfera presta mais uma vez um verdaddeiro serviço público, informando da importância do dia de amanhã e daqulo que se passou em 1640.

Mais um...

..blog que recomendo e que, por lapso, ficou fora do texto de ontem A Falange Lusitana. Que tem o Guerreiro do Castrejo a comandar as hostes e caminhar na mesma direcção do Aljubarrota...
Sejais bem-vindo a esta casa.

terça-feira, novembro 29, 2005

Aí estão mais dois

Pelas visitas efectuadas ao Aljubarrota... descubri mais dois blogs de leitura interessante.

O
Cruzeiro do Tejo que veio atracar até nós para deixar uma mensagem de ânimo.

O outro é calipolense e tem à frente um descendente meu (Historicamente falando!!!)", o
Restaurador da Independência , que vem mesmo em cima do Dia da Restauração!

Em breve, os dois estarão disponíveis na barra lateral.

Só mais uma palavra de agradecimento ao JSM por incluir este blog no roteiro de luxo do
Interregno.

Toma lá resposta

Não querendo de modo algum mostrar-me um debiloíde, como o tal senhor chamou aos professores, procurei reler um livro indispensável para quem gosta de pensar a Educação, O VALOR DE EDUCAR, de Fernando Savater.

Antes de mais, importa esclarecer que acredito piamente que ser professor é tão importante como ser médico ou qualquer outra função da sociedade. O professor, mesmos os maus (porque os maus profissionais existem em todas as profissões) podem traçar, influenciar e até mudar o rumo e orientação da vida de um jovem, na mão do professor está a construção do futuro e a garantia de uma sociedade “educada” e competente.

Ao ler o livro, optei por ir mais longe e em vez de uma resposta tipo do “Toma lá morangos!” ou a merecida do "vai levar no bujão". Optei por realizar uma pequena pesquisa e analisar mis a fundo a Educação e sobretudo o papel do professor.

Como o estudo me entusiasmou, aproveitei uma outra pesquisa que já tinha realizado anteriormente e fiz uma “resposta” de certo modo longa, mas que faço questão de expor aqui, por capítulos, e com o nome de Educação, escola e o Prof.

“Uma educação estabelecida e dirigida pelo Estado só poderia em qualquer caso existir como uma entre muitas experiências, que com ela concorrem, realizada com um propósito de exemplaridade e estímulo, a fim de fazer alcançar aos outros um certo grau de perfeição. O governo só tomaria para si essa função, se a sociedade em geral se encontrasse num estado tal de atraso que não conseguisse prover, ou que não provesse por si, as instituições de Educação adequadas.”

John Stuart Mill- SOBRE A LIBERDADE

Essa altura chegou.
É notória a incapacidade da sociedade actual para lidar com a necessidade mais básica (excluíndo as biológicas) do ser humano: o dever e o direito à Educação.

sexta-feira, novembro 25, 2005

30 anos depois...

...ainda há terroristas que continuam impunes e em liberdade.

Pseudo-intelectualóide e outros óides deprecitivos

Vou deixar aqui para reflexão este texto de uma pessoa que tem notoriamente conhecimento aprofundado da relidade escolar portuguesa.
Mais tarde comento.


Aulas de substituição
Eduardo Prado Coelho o fio do horizonte


Fui ver o Prós e Contras com a maior curiosidade. Queria perceber que terá levado professores à greve, que me dizem que foi muito participada (não estava cá para ver de mais perto). Mas nas actuais circunstâncias difíceis do país, um sector tão importante como é a educação só poderia, pensava eu, fazer greve com ponderosas razões. Devo dizer desde já que fiquei convencido que todos estavam de acordo no essencial e que aquilo que os dividia eram questões formais, de lana-caprina, que não justificavam a irresponsabilidade demonstrada. Cheguei à conclusão de que o que teria movido os sindicatos seria uma vez mais uma lamentável ausência de solidariedade para com um governo que tomou medidas corajosas que até agora mais ninguém havia tomado (e isso deve-se à coragem e determinação de José Sócrates), e que deu uma linha orçamental para o país, e aquela tendência dos sindicatos para se tornarem forças de conservação e mesmo reaccionarismo face às mudanças do mundo que manifestamente não entendem (e que conduz a uma dessindicalização vertiginosa em toda a Europa). É triste, quando se trata de profissionais que têm por função compreender o mundo.
Diga-se desde já que a ministra foi excelente. Sem nenhuma arrogância, revelando o espírito de diálogo e abertura que muitos lhe contestam, Maria de Lurdes Rodrigues mostrou entusiasmo na sua missão e foi mesmo ao ponto de reconhecer que esse entusiasmo poderia ter efeitos negativos no modo como por vezes queria resolver as coisas. Parabéns também para David Justino, que, com um sentido de justiça que se sobrepôs a razões políticas (essas que levaram à desgraça parlamentar de Marques Mendes), soube dizer como estava de acordo com quase todas as medidas da actual ministra.
Para além dos aspectos que dizem respeito à função pública em geral (e que todos aceitam para os outros, mas ninguém quer aceitar para si), julgava que a grande questão era a das aulas de substituição. Ouvi sobre isso dizerem-se coisas extraordinárias: que os professores não tinham que ficar a tomar conta de meninos, e que um professor de Geografia não poderia substituir uma aula de Educação Física. Estávamos na demagogia mais despudorada. Substituir uma aula em que um professor falta não é necessariamente dar a matéria que ele estava a dar. Mas qualquer professor que não seja um debilóide sabe estabelecer uma relação com turmas de alunos que não conhece e conversar descontraidamente sobre aspectos genéricos das disciplinas e as suas correlações (nada é estanque), sobre os modos de tirar notas na aula, sobre a procura de um livro ou de um artigo na biblioteca, sobre o uso produtivo da Internet e outras questões metodológicas. O único problema que vejo na permanência dos professores nas escolas está na necessidade de encontrar espaços onde eles possam trabalhar sossegadamente, ler os livros que lhes interessam ou preparar aulas. Esta é a questão que me parece que cada escola, na sua autonomia, tem de resolver.
Quanto à greve, foi certamente um equívoco de que alguns se aproveitaram politicamente.

Professor universitário
(ninguém diria!!!)

quinta-feira, novembro 24, 2005

Estado de Alma




Não é novo o que sinto. Nem é sequer novidade. Pelos vistos, até Camões padecia do mesmo mal, pois tanto ele como eu (se é que a História me concede o direito de me comparar ao maior vulto da Literatura Portuguesa) «Os bons vi(mos) sempre passar/no mundo graves tormentos».



Se todos os dias travo a minha pequena Aljubarrota com o mundo, e me inspiro e convivo com pessoas que me servem de guia e exemplo do que quero, daquilo em que acredito, a verdade é, que dia após dia, o desgaste é maior; dia após dia, o mundo, e parte da humanidade, perde parte do sentido que lhes conferi (quiçá por ingenuidade); dia após dia, é posta em causa a pessoa que sou, e em consequência, todo o meu passado: todas as experiências, todas as pessoas etc. mas sobretudo a educação que me foi dada, os princípios e os valores que tenho, e que levaram de certo modo, à criação deste blogue, e que sem os quais perco significado .



Sempre me recusei a aceitar que a filha da putice levava sempre a avante a suas intenções, mas para uma pessoa com 24 anos que ao terminar o seu curso vê serem fechados num baú todos os seus sonhos e é, de certa forma, impossibilitado de fazer o que gosta, leccionar, começa a ser difícil acreditar num melhor, tais os "velhos do Restelo"com que me deparo.


Ainda assim, fui sempre à luta; adpatei-me (ou tentei) às circunstâncias deste "abominável" Mundo Novo. Travei a luta da forma que tem que ser travada e vejo, luta após luta, batalha após batalha, mas chegam cada vez mais forças contrárias que põem em causa as minhas crenças e a minha pessoa.

Hoje, todas as batalhas que travei, todos os princípios pelos quais me regi até aqui levaram um rude golpe e tudo o que fui e sou, foi posto em causa.

É tempo de reflexão, no entanto não posso deixar de me questionar pela exurbitância do preço que estou a pagar por me recusar a ser mais um, por não saber até quando vou pagar por isso e pior, até onde é que ter princípios, e agir de cordo com eles, me podem levar à "ruína".



Parte do Meu mundo desmoronou-se, embora Aljubarrota nunca esteja perdida, este é um momento de convalescença.

quarta-feira, novembro 23, 2005

Movimento 560

Este é um tema que já foi divulgado noutros blogs e que trago de novo à primeira página, pois nunca é demais lembrar.

Trata-se do
Movimento 560, um movimento tem como crença fundamental apoiar a produção nacional!

Passando (esperamos que seja de passagem) Portugal, nos últimos anos, por um clima de crise, que se agudiza dia após dia, desde o desemprego, ao poder de compra e à nossa fraca economia e pouca aptidão para o investimento e a poupança, é maioria da população que sente na própria pele as grandes dificuldades e que tem também alguma culpa por esta situação.
Como parece lógico, à primeira vista, ao comprar o mais barato no supermercado e ao tentar poupar no acto, poderá estar na realidade a provocar com que pague mais a médio-longo prazo se o produto que compra não for feito em Portugal ou português. Porquê?

Porque ao comprar produtos estrangeiros em vez dos produtos nacionais estamos a fortalecer a indústria estrangeira em vez de fortalecer a indústria e a produção nacional, que, por não venderem, poderão provocar despedimentos e falências. Em consequência, os preços sobem ainda mais para compensar as perdas das vendas e entra-se assim num ciclo sem fim à vista.

Como distinguir os produtos portugueses dos outros? Procure no produto, o código de barras e verifique se ele começa por 560, e confirme na embalagem a origem do produto. Quase todos os produtos portugueses começam por 560 no código de barras.

Mas, para uma total garantia de que seja um produto nacional verifique sempre na embalagem ou na informação do produto, o local de fabrico ou de origem. Divulgue, mude os seus hábitos, ajude, tome uma atitude!

segunda-feira, novembro 21, 2005

Às voltas na blogosfera

Descobri os seguintes blogs que recomendo a visita:

A Ala dos Namorados e Falange Lusitana.
Dois blogs nacionais, na verdadeira acepção da palavra e que tal como nós lutam por esta terra ao canto da Europa.

Podem ainda encontrá-los na barra lateral.

Agradeço ainda o convite (a que prontamente acedi) para escrever para o blog Cultura, Arte e Literatura .

Para quem não sabe onde eles ficam...

...fica esta foto enviada por amiga.

Blog em obras


Pedimos desculpa pela não regularidade da postagem mas prometemos ser breves e continuar a postar durante reestruturação sempre que possível.

Obrigado por nos visitarem

sexta-feira, novembro 11, 2005

Nova imagem

quarta-feira, novembro 09, 2005

Escumalha?

Fiz um esforço para não comentar mas não fui capaz.

As atitudes dos emigrantes magrebinos e africanos, em alguns países da Europa, nomeadamente em França, vêm levantar muitas questões e evidenciar as declarções do ministro dos assuntos internos francês quando (não sei se antes se após os incidentes) se dirigiu a alguns emigrantes (muitos deles certamente ilegais) como sendo “escumalha”.

São as mais recentes atitudes que fazem com que grande parte da opinião pública lhe tenha que dar o seu "Q" de razão!

Foram queimados por alguns senhores insatisfeitos centenas de carros por dia, durante quase duas semanas. Escolas, ginásios, lojas, bibliotecas e outros edifícios públicos e privados foram também reduzidos a cinzas. Polícias e civis feridos e um morto.
Não são escumalha, afirmam, mas selvagens e vândalos (para não chegar a mais) são-no certamente.
Este termo poderá ser questionado quanto à sua dureza mas mais duro é para quem trabalhou para levantar um negócio e se vê agora prejudicado por atitudes de vandalismo alheias; é mais duro a quem pagou os impostos a tempo e horas para providenciar condições de estudo e educação aos seus filhos e vê agora escolas queimadas e livros reduzidos a pó.

Esta questão levanta de novo a política de emigração dos ditos países desenvolvidos, sendo que não se pode comparar emigração intra-países da Europa Ocidental com emigração da Ásia, África e Médio Oriente.
Digo isto porque ouvi o alto-comissário para as Minorias Étnicas defender (após as declarações de Nuno Melo (CDS-PP), nas jornadas parlamentares dos seu partido, que estes incidentes são resultado da política de emigração defendida por alguns partidos de esquerda por essa Europa fora) dizer que a lei que Nuno Melo critica é a mesma que permitiu a milhares de portugueses procurar uma vida melhor no estrangeiro! Mas não é possível comparar a emigração portuguesa com a emigração de magrebinos! Para afirmar tal, baseio-me no facto de as tradições culturais e hábitos sociais dos emigrantes oriundos dos países norte-africanos ser imensamente diferente daquela que se verifica na Europa do séc. XXI. A mesma razão alego para dizer não à adesão da Turquia à União Europeia.

Além do mais, após os atentados do 11 de Setembro, ao promover este género de emigração corremos ainda o risco de nos estarmos a auto-destruir ou a permitir que se esvaiam todas e quaisquer possibilidades de prever ou evitar atentados terroristas.

São povos diferentes que quando em número considerável numa determinada comunidade provocam constantes distúrbios e espalham a insegurança nas populações locais, não se aculturando e impondo os seus hábitos culturais e tradições; reivindicam até direitos iguais junto daqueles que cujas famílias levantaram os países que agora os acolhem, apesar de muitos deles terem regalias em termos de segurança social sem nunca terem descontado um chavo!

Já referi aqui que é necessário providenciar condições dignas aos emigrantes mas tal não será nunca possível se se continuar a verificar a elevada quantidade de emigrantes que entram nos países europeus. Veja-se o que se passou em Melilla; quer queiramos quer não, os países que rodeiam a Europa compactuam com a emigração ilegal e promovem-na!
Depois o resultado é este, e casos como arrastão do Verão passado.

No entanto, estejam descansados, pois Mário Soares já disse que em caso de distúrbios em Portugal, ele estará melhor preparado que Cavaco (não vou comentar, as declarações são extremamente elucidativas só por si,)!


Ainda relacionado com este assunto recomendo a leitura do artigo
"O Terror" no Interregno do amigo JSM.