
D. João IV (Vila Viçosa, 18 de Março 1603 - 6 de Novembro 1656) foi o vigésimo segundo Rei de Portugal, e o primeiro da quarta dinastia. João era filho de Teodósio II, 7.º Duque de Bragança e herdou o ducado 1630 como João II. Por via paterna era trineto do rei Manuel I de Portugal, através da duquesa D. Catarina. Ficou para a história como O Restaurador (por haver sido restaurada a independência nacional) ou O Afortunado (por aparentemente, uma vez caída a coroa na sua cabeça, não ter querido reinar, e só se ter decidido após a intervenção da esposa).
Em 1640, quando a classe média e aristocracia, descontentes com o domínio espanhol e com o reinado de Filipe III de Espanha (II de Portugal), quiseram restaurar a independência, foi ele o escolhido para encabeçar a causa. João aceitou a responsabilidade com relutância, diz a lenda que incentivado sobretudo pela sua mulher Luísa de Gusmão. A 1 de Dezembro deu-se o golpe e, em 15 de Dezembro foi coroado Rei de Portugal; foi aliás o último rei de Portugal a ser coroado, pois D. João ofereceu a coroa de Portugal a Nossa Senhora da Conceição, em Vila Viçosa, que desde então se tornou rainha e padroeira de Portugal.
Após a Restauração, seguiu-se uma guerra com Espanha na Península Ibérica e nas colónias, onde Portugal foi assistido pela Inglaterra, França e Suécia (adversários dos espanhóis na guerra dos trinta anos). A independência de Portugal foi reconhecida por Espanha apenas em 1668.
A morte de D. Sebastião (1557-1578) na batalha de Alcácer-Quibir, apesar da sucessão do Cardeal D. Henrique (1578-1580), deu origem a uma crise dinástica. Nas Cortes de Tomar de 1580, Felipe II de Espanha é aclamado rei de Portugal. Durante sessenta anos Portugal sofreu o domínio filipino. No dia 1 de Dezembro de 1640, os Portugueses restauraram a sua independência.
Ao contrário daquilo que o monarca prometeu nas cortes de Tomar de 1580, ainda no seu mandato, e de modo mais intenso no reinado seu sucessor, Filipe III de Espanha, o desrespeito dos privilégios nacionais vinha agravando-se. Os impostos aumentavam; a população empobrecia; os burgueses ficavam afectados nos seus interesses comerciais; a nobreza estava preocupada com a perda dos seus postos e rendimentos; e o Império Português era ameaçado por Ingleses e Holandeses perante o desinteresse dos governadores filipinos.
Portugal estava também envolvido nas controvérsias europeias que a Espanha estava a atravessar, com muitos riscos para a manutenção dos territórios coloniais, com grandes perdas para os ingleses e, principalmente, para os holandeses em África (Mina, 1637), no Oriente (Ormuz, em 1622 e o Japão, em 1639) e fundamentalmente no Brasil.
Fonte: Wikipedia