sexta-feira, junho 24, 2005

Emigração sim ou talvez não?




O arrastão, ou “a ponta do tsunami” como alguém lhe chamou, deixou marcas. Mais ou menos em forma de esclarecimento ao Diogo Alvim (que comentou o post Portugal no 3º Mundo), este texto toca em pontos muito sensíveis da organização social portuguesa e é, indubitavelmente, de extrema importância. Um tema pertinente, actual e que a todos diz respeito e afecta: a emigração!

Permitam-me que faça referência a uma frase que, um grande amigo meu, de esquerda, disse após estes factos: “é a violência que desperta o racismo”! É-me impossível não concordar com esta frase.

Não sou racista, é preciso não confundir nacionalista com racista. Sou contra a emigração descontrolada a que se assiste em Portugal, não sou contra a emigração regulada e prevista (faltam quatro dentistas em Portugal aceitamos quatro emigrantes que preencham os requisitos).

Não concordo com o facilitismo dado pelos governos portugueses a quem quer entrar no país e que o Presidente da República veio este fim de semana pedir que fosse ainda mais fácil! Não gosto quando o Presidente da República pergunte ao embaixador de Cabo-Verde em Portugal se acha que é seguro visitar o bairro da Cova da Moura, que por sinal, imagine-se até fica em Portugal! (ver do jornal
Expresso do dia 18 de Junho 2005)

Aceito a emigração e divido-a em dois tipos: emigração de provenientes de ex-colónias portuguesas e emigração de outros países não-membros da UE.

Os primeiros, os provenientes de ex-colónias, acredito que devam usufruir de um estatuto especial de emigração, com prazos mais longos, seja para trabalhar ou estudar.
Os segundos, os provenientes de países não pertencentes à EU, devem ser fiscalizados e revistos os seus contractos de trabalho de 6 em 6 meses e provada a necessidade de Portugal os deixar continuar por cá.

Aliás, a necessidade, ou não, de Portugal aceitar tão largo número de emigrantes é um ponto fulcral no aumento da criminalidade e de todos os problemas que são geralmente atribuídos aos emigrantes.

Se Portugal não precisa de muitos dos estrangeiros que habitam no nosso país eles não justificam a sua presença em Portugal. Portugal não consegue controlar e dar condições a tanta gente, logo, os que não são abrigados debaixo do braço acolhedor das instâncias governamentais lusas, procuram a “qualidade” de vida de outra forma, a roubar, assaltar e a prejudicar a população que paga impostos altissímos sem que seja sequer recompensada com segurança na vida quotidiana!

Se querem continuar com a emigração antes que o país esteja colonizado (todos conhecemos a máxima de alguns bairros e etnias: “Queremos ser mais que vocês na vossa terra!”) é necessário aculturar e dar condições mínimas de vida a quem vem. De outra forma, os bairros onde a violência e a criminalidade são forma de vida e não crime, estender-se-ão e dentro em pouco, não existirão só nas grandes áreas metropolitanas mas em todo o país.

Emigração sim, desde que seja controlada e regrada rigidamente.

Um outro problema que creio existir é a condição da étnia cigana em Portugal: andam nas estradas em carroças e cavalos sem que ninguém se atreva sequer a alertar para questões de segurança, são atendidos nos centros de saúde primeiro que as outras pessoas (os parolos que pagam impostos!!), são-lhes oferecidas casas e têm direito ao rendimento mínimo garantido e à reforma (apesar não fazerem descontos; afinal o que há a declarar? A Mercedes Vito em frente à tenda?).


O que é que está mal neste filme?

2 Comentários:

Blogger Vitor Manuel said...

Gostei do blogue, e deste poste.

sábado, 25 junho, 2005  
Blogger D. Nuno Álvares Pereira said...

É sempre bom saber que há quem concorde conosco em temas tão importantes da sociedade como este.
Abraços para Coimbra e espero que a visita se e os comentários se repitam mais vezes.

Brioooosa!!!

domingo, 26 junho, 2005  

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