segunda-feira, janeiro 31, 2005

Império da Calçada II - a saga continua

Depois de estar tudo calcetado, a Câmara Municipal de Vila Viçosa elevou a fasquia: "vamos retirar as calçadas mais antigas (off the record: que estão em excelentes condições) e recalcetar, provocando assim um duplo incómodo aos moradores do bairro".
Duplo incómodo porquê?
Porque além de realizar estas magníficas obras no Inverno (vá lá que não chove, pois caso contrário as casas deveriam parecer lamaçais!) a colocação de lancis altíssimos impossibilitará o estacionamento dos automóveis dos moradores. O problema do estacionamento seria resolvido se fossem criadas as condições necessárias para a existência de parques de estacionamento, coisa que não acontece, por isso, o estacionamnte será feito em plena estrada permitindo (se é que permite) a passagem com muitas dificuldades.
Mas sim, este problema parecerá insignificante se comparado com os constantes cortes na rede de abastecimento de água que persistem ano após ano!
Fico chateado, é claro que fico chateado...

sexta-feira, janeiro 28, 2005

Frase da semana

"Podem as instituições democráticas sobreviver à subversão exercida do interior por especialistas hábeis na ciência e na arte de explorar a sugestibilidade dos indivíduos e da multidão?"
A. Huxley

sexta-feira, janeiro 21, 2005

Mais uma vez: Portugal pelos espanhóis

Para reflexão e posterior discussão:

“DESARROLLO-PORTUGAL: Lejos de Europa” por Mario de Queiroz

« La diferencia de España, Grecia e Irlanda (que hicieron también parte del ”grupo de los pobres” de la UE), Portugal no supo aprovechar para su desarrollo los cuantiosos fondos comunitarios que fluyeron sin cesar desde Bruselas durante casi dos décadas, coinciden analistas políticos y económicos. " (...) "La convergencia de la economía portuguesa con las más avanzadas de la OCE pareció detenerse en los últimos años, dejando una brecha significativa en los ingresos por persona”, afirma la organización. En el sector privado, ”los bienes de capital no siempre se utilizan o se ubican con eficacia y las nuevas tecnologías no son rápidamente adoptadas”, afirma la OCDE. (...)
”La fuerza laboral portuguesa cuenta con menos educación formal que los trabajadores de otros países de la UE, inclusive los de los nuevos miembros de Europa central y oriental”, señala el documento. (...)
Portugal gasta más que la gran mayoría de los países de la UE en remuneración de empleados públicos respecto de su producto interno bruto, pero no logra mejorar significativamente la calidad y eficiencia de los servicios.
En los últimos 18 años, Portugal fue el país que recibió más beneficios por habitante en asistencia comunitaria. Sin embargo, tras nueve años de acercarse a los niveles de la UE, en 1995 comenzó a caer y las perspectivas hoy indican mayor distancia. ¿Dónde fueron a parar los fondos comunitarios?" (...) Un ejecutivo español de la informática, Javier Felipe, dijo a IPS que según su experiencia con empresarios portugueses, éstos ”están más interesados en la imagen que proyectan que en el resultado de su trabajo”. (...) Para muchos ”es más importante el automóvil que conducen, el tipo de tarjeta de crédito que pueden lucir al pagar una cuenta o el modelo del teléfono celular, que la eficiencia de su gestión”, dijo Felipe, aclarando que hay excepciones. ”Todo esto va modelando una mentalidad que, a fin de cuentas, afecta al desarrollo de un país”, opinó. »

Texto da Imprensa Espanhola (retirado de www.AxóniosGastos.blogspot.com)

segunda-feira, janeiro 17, 2005

Futebol, futebol e mais futebol

Example

Já nasceu o novo blog do treinador de bancada o Futebol com Letras.
É um sítio onde pode "fingir perceber de futebol" e dar a tua opinião após, antes e até, imagine-se, durante o fim de semana desportivo!!
Visita, dá a táctica, tira apontamentos e acaba com um "pontapé no ar".
Futebol com letras - o blog do treinador de bancada

O Império da Calçada

Já todos estamos habituados às promessas eleitorais que se tornam promessas eternas. Mas não há promessas como as dos canditados a presidente de câmara.
Pois bem, o presidente da Câmara Municipal de Vila Viçosa, terra onde, além da sebastianista promessa de um campo de futebol relvado, falta um Centro de Saúde 24 horas aberto, em condições, uma ETAR, uma biblioteca municipal etc etc etc e, até à semana passada, um Quartel digno para os Bombeiros (Parabéns a todos os dirigentes e associados que fizeram muito pela conquista do quartel e que ao fim de alguns anos conseguiram) faz algo que não prometeu: calçada e calçada com fartura!
Pois é, a CMVV promoveu cursos de formação para calceteiros. Depois de formados calcetaram grande parte da vila mas as ambições do lobby da calçada, que exerce pressões junto do senhor presidenet, iam mais longe: "nada em Vila Viçosa pode estar sem ser calcetado."
E assim se puseram de parte os formandos de calceteiro e se contrataram empresas especialistas na arte da calcetagem para calcetar todo o largo D. João IV diminuindo o espaço de estacionamento junto ao Mercado Municipal (e único parque de estacionamento não pago perto do centro administartivo, económico, comercial e social da vila) de muitos para poucos lugares. Agora onde é que as pessoas vão estacionar os carros? Transportes públicos? Assim está bem, utilizam a inexistente rede de transportes interna, pois claro.
Por favor senhor presidente, pare em nome todo o terreno por calcetar, pare antes que se acabem as estradas e se comecem a destruir casas para se calcetar em seu lugar, pare antes de calcetar o campo de futebol que já devia ser relvado! Pare!

Humor a sério e de brincar

Já todos se devem ter apercebido do fenómeno Gato Fedorento. É só dos programas mais vistos na TV por cabo e o DVD mais vendido no último ano. Mas o que têm eles de especial? São só uma cambada de palhaços que falam, falam, falam, falam e que nas entrelinhas dos seus sketches deixam a sua mensagem e a sua crónica justa e sincera da imagem do país e da sociedade portuguesa. Seguindo a tradição de Gil Vicente, "o gato" critica com ironia e humor inteligente as coisas que se vão passando cá na Lusitânia.
É hora de banir de vez o humor estupidificante dos Malucos do Riso reaquecido, dos Batanetes e de um Herman cada vez mais degradante que não consegue fazer um programa sem levar travestis, piquinhos azedados e loucos como a Linda Reis (desculpe-me o Dr. Silva Martins e Diana, princesa de Gales).
Só mais uma palavra para a resistência( ou será persistência) do Contra-informação que, embora pareça manipulado algumas vezes (em termos das temáticas abordadas) consegue fazer rir com assuntos do país que já fazem rir só por si!
Parabéns "gato".

frase da semana

"A palavra ''progresso'' não terá qualquer sentido enquanto houver crianças infelizes."
Albert Eistein

sexta-feira, janeiro 14, 2005

Valorização do Euro = a desvalorização da Europa

Será possível continuarmos, por muito mais tempo, a aceitarmos uma política monetária do EUA baseada na desvalorização do dólar tentando assim, pagar o seu enorme buraco financeiro? Será que vamos continuar a permitir que os Estados Unidos baseiem a sua gestão económica em influências do mercado mundial esquecendo-se que o seu maior problema é a sua própria economia? O mundo tem sofrido mais com a administração Bush, do que alguma vez sucedeu, a sua política económicas é desastrosa; a sua baixa de impostos implantada em 2001 foi desde sempre considerada como insustentável a médio prazo, e tal tem-se confirmado, devido ao aumento desproporcional da divida pública, que tem surgido devido a um aumento das despesas públicas americanas, acima dos 15% por ano desde 2000. Se pensarmos que uma das grandes causas para a estagnação económica do mundo se deve à loucura da intervenção no Iraque, e ao tempo excessivamente longo que durou, é claramente um problema que trouxe instabilidade ao mundo económico, hoje, indissociável do mundo social. É só pensarmos que todo o mundo depende, ainda que de uma forma irracional, do petróleo e que o preço do mesmo subiu desde a entrada do EUA no Iraque mais de 38%! Não estou com isto a culpabilizar unicamente o EUA pela subida do petróleo, mas cerca de 50% dessa responsabilidade (se é que se pode falr neste assunto com percentagens) lhes cabe a eles, isso não tenho qualquer dúvida.O mundo precisa talvez de uma nova imagem de liderança, de uma superpotência que baseie o seu funcionamento no equilíbrio e numa visão de médio e longo prazo, tendo sempre em atenção que a justiça e o equilíbrio são claramente a base de uma harmonia necessária para o progresso e desenvolvimento. Será o facto do banco central europeu ter optado por uma não alteração das taxas de juros, contrariamente ao que o EUA tem feito, não ser um sinal de equilíbrio de análise, não permitindo que os governantes que de 4 em 4 anos entram para as chefias dos governos, alterem irracionalmente e de forma pouco lógica e séria o caminho económico dos países?O maior necessidade e garantia de futuro que um país pode ter é a estabilidade das políticas económicas e financeiras, independentemente das pessoas que estão à frente desses mesmos governos e principalmente o poderem ser feitas políticas económicas estáveis e bem estruturadas, permitindo assim uma eficácia em relação às políticas económicas e dando aos agentes privados a estabilidade necessária para as suas actividades.A China é em todos os sentidos um país que deve ser recriminado em todas as suas políticas sociais, mas existe algo que ninguém pode esquecer, a sua política económica esta definida para os próximos 25 anos, e mesmo que sofra algumas melhorias as ideias principais e os princípios assim como os próprios objectivos estão, já estão definidos, este facto permite de forma clara uma estabilidade em relação aos investimentos privados que fomenta um crescimento económico acima da média, 12% em 2003, 11% em 2004 e esta previsto um crescimento na ordem dos 15% para 2005, isto evidentemente falando de crescimento baseado em aumento do PIB. Concluindo, talvez os EUA não estejam a conseguir adaptar-se a um mundo que, por si só, é diferente e cada vez mais se modifica e transforma na forma de funcionamento e na própria forma de evolução.Um último alerta para 2005, consumam produtos produzidos em Portugal, e se por qualquer motivo tal não for possível, consumam produtos produzidos na UE, acreditem que é para o futuro de cada um de nós, e a qualidade é e será sempre muito superior.
JMF

segunda-feira, janeiro 10, 2005

Desculpem lá...

Meus caros leitores e amigos desde já as minhas mais sinceras desculpas pela inércia deste blog nos últimas semanas mas por motivos pessoais e profissionais não foi possível continuar a batalha nos últimos tempos.
Voltamos agora a "blogar" com regularidade.