Frase da Semana
«Em geral, os portugueses são maus ‘consumidores' do sistema político. Isto é, votam, mas a seguir desinteressam-se completamente das instituições e da vigilância permanente do poder político quanto ao cumprimento das promessas eleitorais»
João Salgueiro presidente da SEDES (Associação para o Desenvolvimento Económico e Social) In Expresso Emprego (11/12/04)
Á pois é...


5 Comentários:
Vim aqui parar um pouco de pára-quedas.
Li uns posts, umas "frases da semana" e peço desculpa mas não percebi o "fio condutor" que orienta este blog.
Para já, acho um pouco "excessivo" o autor postar em nome de D. Nuno, que é um Santo. Mas tudo bem, tolerância. De resto, vejo algum potencial em algumas das coisas escritas, mas falha o essencial. Algures está referido o Quinto Império. É um assunto pouco debatido hoje em dia... A que se refere mais explicitamente o "poster" que o referiu? Quanto à vertente política do blog, será que é por aí o caminho? D. Nuno por várias vezes mostrou publicamente o seu desprezo pela política, e foi ele um homem de obras, não um político. Se este "comment" for respondido prosseguirei a minha análise. Cumprimentos. "Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, fizestes o que devíeis; ela, o que costuma." - Padre António Vieira.
Caro Anónimo, não sei se será correcto dizer que este blog tem um fio condutor, visto que nele deposito desabafos, opiniões próprias sobre temas da nossa sociedade e, mais em concreto da sociedade que me rodeia mais directamente, entre outras coisas.
Compreendo que considere excessivo o uso do nome de um santo para postar, mas veja de um ponto de vista diferente, não veja esta utilização como uma apropriação do nome mas sim como uma homenagem a alguém que, como refere no seu comentário, era alguém de obras e que desprezava a política; além disso, D. Nuno (o verdadeiro) tinha uma ligação muito forte à terra que tanto amo, Vila Viçosa e toda a lenda da Batalha de Aljubarrota não pode deixar de ser se não uma inspiração para as batalhas do quotidiano (embora os “espanhóis” agora sejam outros e apareçam das mais variadas maneiras). Eu, como é óbvio, não desprezo a política mas não deixo a obra que me compete por fazer. Enquanto cidadão de uma sociedade democrática, enquanto cristão, enquanto professor, enquanto político e nos mais variados papéis sociais que desempenho tenho feito tudo o que posso para poder alcançar aquilo que eu acredito que seja o Quinto Império (mas já volto a este assunto).
Fico contente que reveja potencial em algumas coisas escritas, no entanto não compreendo a que se refere quando diz que falta o essencial, até porque o que é essencial para alguns pode ser dispensável para outros.
A vertente política do blog? Eu sou social-democrata, nunca o escondi de ninguém, mas acima de tudo tento ter o bom senso de distinguir o que está certo e errado e aí confio em pleno na educação que me foi dada ao longo da vida e na experiência que ganhei nas mais diversas situações.
Se em algum instante da minha vida fui prejudicado por acreditar numa orientação política, ou por assumir qual era essa orientação, acredito piamente que não sou eu quem está errado mas sim quem para mim olha de forma diferente. Sinto bastante orgulho em que do meu grupo de grandes amigos façam parte pessoas cujo credo e orientações políticas são bastante diferentes das minhas (como já deve ter percebido por alguns comentários realizados neste blog). Aliás, e esclarecendo até um pouco sobre a orientação ou fio condutor do blog, quando o iniciei, começou por ser uma brincadeira, e continua a ser de certa forma, que só divulguei por amigos e conhecidos, pessoas que já sabiam à partida qual seria a minha visão das “coisas” por já me conhecerem, talvez por isso note mais a falta desse tal “fio condutor”. Fico feliz que tenha descoberto este blog e que tenha comentado este post, espero que o continue a fazer sempre que ache pertinente.
Agora se a vertente política do blog não é a mais correcta ou possivelmente aquela com que menos se identifica isso já dava “pano para mangas” até porque a situação em Portugal se encontra quase não nos permite falar de ideologias ou vertentes políticas correctas (desculpa LNT mas ainda não é desta que digo algo mais positivo sobre o nosso cantinho!!), no entanto, creio que a vertente política mais correcta de todas seria, e falando do caso concreto de Portugal, que os partidos, todos e sem excepção, governassem e fizessem oposição em prol do país e sempre pelo país, que é algo que não acontece. Ninguém é capaz de dizer “ele tem razão” se “ele” for de uma força que não a sua mas aí, creio, já estamos a entrar de novo no Quinto Império, que em seguida esclareço. Contudo, que fique claro que me identifico na sua grande generalidade com os valores de direita.
Não percebi se, no seu comentário, quando refere que o assunto era pouco debatido hoje em dia se estava ou não contido uma vertente irónica, como tal, permita-me que lhe revele que, desde a primeira vez que li A MENSAGEM, que fiquei eu próprio intrigado com o que seria esse Quinto Império e a conclusão a que cheguei foi o Quinto Império é ver o futuro quando ele quase não existe, é acreditar num mundo melhor quando tudo a seu redor lhe tenta fazer acreditar no contrário; o Quinto Império é um sonho, mas como diz o meu grande amigo Ângelo Masmorra (de orientação política situada no pólo oposto à minha), num comentário deste blog, “O que alguns chamam utopia, nós chamamos futuro!”. Obviamente, a utopia a que se refere este comentário pode ser outra, mas aquilo que ambiciona é, por certo, o mesmo que a minha: um mundo melhor!
Portugal já teve, como canta Jorge Palma, “meio mundo na mão” e agora somos um país que considero sem ambições, sem rumo, sem objectivos e que vive do superficialismo, facilitismo e de operações de charme enganadoras; atenção que não me refiro ao estado político actual que considero pouco motivante (como referiu Cavaco Silva), referimo-me a estruturas culturais e morais que fazem parte da nossa vida dia-a-dia e que se vêem em situações tão simples como a abstenção ou a existência de programas género reality-shows, ou ainda situações como Apito Dourado ou DVD SLB, ou num simples aluno que chega ao décimo ano sem nunca tendo lido um livro, ou numa falta de consciência do valor da família e do desprezo da mesma em relação aos seus filhos; da falta de atitudes tão simples como ajudar alguém em dificuldade, como ter vergonha para não pintar a ouro o que está podre, ou como simplesmente não dizer que está mal sem nunca ter feito algo para melhorar. Não gosto de ver cada vez mais o nível de concorrência e competição que regula o dia-a-dia nas mais variadas áreas, não gosto da intolerância nem de ver idosos com reformas miseráveis, não gosto da falta de consciência cívica e incompetência da maioria das pessoas que nos atendem num hospital, numa loja, num banco... não gosto da falta de civismo num parque estacionamento quando onde deviam estar dois carros está um, não gosto da política por política mas da política como meio para melhorar Portugal, não gosto de ver adeptos cuspir árbitros, jogadores, treinadores e dirigentes; não gosto de ver pessoas que têm que dar o exemplo a ser incorrectas, não gosto que se idolatrem figuras ridículas e que representam o como não ser; não gosto quando me pedem dinheiro (e agora em época natalícia é quase um hábito diário) e não sentir confiança de que de facto o dinheiro do meu trabalho servirá para ajudar alguém, não gosto de ter medo quando passeio na rua, não gosto de ver quem é honesto ser “ultrapassado” por quem não o é, não gosto de ver a falsidade levar a mais sobre a honestidade, não gosto de injustiça. Não gosto do mundo em que vivemos.
Mudar estes hábitos e outros, é a isto que me refiro quando falo de reconquistar Portugal, é ao meu sonho de um mundo melhor com mais valores e mais justiça, é a um Portugal com cabeça erguida e orgulhoso das suas tradições a que chamo de Quinto Império. Um Portugal uno em que a correcção e respeito imperem sobre a traição, o roubo e a ofensa. Um Portugal onde ninguém tenha fome. Um Portugal que não tenha no consumo de álcool o seu hábito cultural mais corrente.
Não creio ser assim tão difícil conseguir atingir um Portugal melhor. É tão somente necessária união, tolerância e respeito mútuo entre as pessoas que regem o país, uma mudança estrutural no sistema educativo e na função pública em geral e tinhamos o comboio nos carris. Faltaria então dar tempo ao tempo e continuar a empurrar o comboio para que não pare novamente numa estação qualquer.
Fico contente por ver cada vez mais pessoas a querer fazer mais pelas terras onde vivem (desta forma se re-estrutura o país) pena é, que não sejam, geralmente, estas pessoas que representam a autoridade governamental ou camarária dessas áreas, e pior, que se recusem a desempenhar esses cargos.
A cada dia que passa, as moedas boas vão resistir mais, e não deixarão que as moedas más tomem conta do nosso rectângulo lusitano. Acredito no regresso de D. Sebastião e que com ele volte um Portugal que se quer com princípios e valores.
A revolução começa com pequenos gestos. Eu faço os meus sempre que posso. Conheço muitos outros que fazem os deles. E espero e acredito que cada vez seremos mais.
“É melhor que por nós fale a nossa vida e não as nossas palavras.” – Gandhi
Assim continuarei a tentar reger as minhas atitudes.
"Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, fizestes o que devíeis; ela, o que costuma." - Padre António Vieira
Faço-o sempre que posso mas fico sempre com uma sensação de insuficiciência.
Agradeço a tua participação neste blog e, como já referi, espero que se repita.
Cumprimentos e obrigado por me ter feito reflectir uma vez mais naquilo que sou, que quero ser e no sonho que tenho de um Portugal melhor!
Fiquei bastante mais esclarecido e o "fio condutor" ficou agora claro.
Tentarei ler e comentar este blog com alguma assiduidade a médio-prazo.
Queria apenas referir que de todas as coisas do "progresso", a internet é talvez das mais peculiares. Fico contente por descobrir que há muitos de nós "por aí" que pensam de maneira semelhante acerca de determinados assuntos, quiça "adormecidos". A Internet proporciona um peculiar rendez-vous neste sentido.
Aqui em Lisboa, um grupo de amigos tem-se juntado (menos assiduamente do que desejado) para debater e reflectir sobre a portugalidade, essa estranha forma de estar na vida. Muitas conclusões se tem chegado, e muita tinta "virtual" tem corrido. Algumas conclusões, textos, compilações, poesias e fotografias serão em breve colocadas num site, que creio que o autor e leitores deste blog muito apreciarão e espero que contribuam futuramente.
Depois do dia de Natal, viajarei pelo nosso país, seguindo um percurso que há muito que desejo fazer, de modo a visitar algumas localizações que anseio conhecer ou rever. Entre elas está Vila Viçosa. Viajarei sozinho (todo o viajante é solitário). Poderá o autor deste blog recomendar uns locais de interesse histórico (medieval), de modo a poder definir melhor o meu trajecto?
Ficaria muito agradecido.
Manuel, o "anónimo"
Caro Manuel, a tua participação neste blog será sempre uma mais valia.
Referes um grande benefício da internet, conhecer pessoas novas e com os mesmos interesses nas mais variadas partes do país (e do mundo) e esse é um factor importante na hora de unir pessoas com objectivos comuns.
Se acredita que a minha contribuição será válida nesse futuro site pod, desde já contar com ela.
Infelizmente não vou estar em Vila Viçosa na altura do seu périplo pelo país no entanto não posso deixar de dar algumas dicas e começo por referir que, se é amante da fotografia, terá muito por onde escolher.
É importante que entre em Vila Viçosa pela estrada de Borba (logo ao chegar perceberá porquê) depois é visitar o imponente palácio e o museu dos coches, passar pela Tapada Real e apreciar a vista sobre a vila. Pode e deve ainda visitar o Museu da Caça no interior do castelo, a igreja de Nossa Senhora da Conceição (padroeira de Portugal e coroada por D.João IV),e certamente ficará surpreendido ao sair do Castelo com a beleza da praça da República (sem dúvida uma das mais bonitas de Portugal), a igreja de S. Bartolomeu e o Museu do Mármore.
Para almoçar recomendo Os Cucos, o Restauração, O Ouro Branco ou O Forno; para o café, uma visita à (magnificamente recuperada) Pousada de Portugal (junto ao Palácio).
Sinto que não fui muito modesto, mas pronto...dê o desconto!
Recomendo ainda Marvão, Evoramonte, Estremoz, Borba, Monsaraz e Portel onde, há excepção de Borba onde só restam algumas muralhas, poderá encontrar castelos magníficos.
Visite os sites: http://www.portugalvirtual.pt/_tourism/plains/vila.vicosa/ptindex.html
http://www.museudoscoches-ipmuseus.pt/pt/museu_vicosa.htm
http://www.portugal.com/historical/vilavicosa.asp
Aguardo a tua participação em futuros posts
Abraços e boa Viagem
Já agora, caro Manuel, podia aconselhar alguns blogs de "alguns de nós" que andam "por aí".
Abraços
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