Alentejo à moda da Europa
Hoje deixamos de ser a região mais pobre da U.E. para passarmos a ser considerados somente entre as mais pobres. No entanto este facto não se deve a um desenvolvimento sustentado ou económico do Alentejo acima da média comunitária, mas sim devido ao alargamento da União Europeia, que enquadrou a maioria das regiões dos países aderentes abaixo dos 75% da média do PIB da U.E. e ainda abaixo da média da nossa região.
O nosso Alentejo possui hoje meios de comunicação que podemos considerar como um lado importante e uma mais valia para o desenvolvimento económico que por sua vez contribui para um melhoramento social das populações da região. No entanto as necessidades ao nível social contrariam esta lógica, pois o envelhecimento, empobrecimento e as carências cada vez maiores de uma população vão para lá dos meros efeitos de uma crise económica a nível mundial. São claramente problemas ao nível estrutural e organizacional da sociedade regional, tendo como referencia os vícios políticos dos diversos poderes autárquicos.
Desta forma a resolução dos problemas fulcrais de uma população carente, não passa por lhes darmos um hospital vazio de pessoal qualificado ou um trabalho camarário em que a necessidade daquele posto de trabalho é somente direccionado ao indivíduo em questão. Passa isso sim por serem criadas a condições para o surgimento de iniciativas privadas mas duradoiras ou para a qualificação de uma população com gosto pela sua região e que desta forma possa garantir que dessa possível formação sejam os alentejanos que usufruíam dela.O mais fácil é darmos pão a quem tem fome, o mais complicado é dar-lhe as condições necessárias para poderem não voltar a ter fome e começarem a fazer o pão e não só.


