segunda-feira, outubro 30, 2006

Casa nova

Mudámos para aqui.

segunda-feira, outubro 23, 2006

Era uma vez um blogue...

... que inocentemente, se propunha mudar o mundo. Era mais um na persecução do almejado V Império. Surgiu com grande influência do Geraldo Sem Pavor e da criação ao iniciar a postagem foi um ápice. Inicialmente inexperiente, o Aljubarrota foi alargando horizontes e continuando a publicação. Muitos dos assuntos referidos nos textos eram alvo de debate e discussão prévia com o meu amigo MAR do Famel Z e Medos Meus, e outras eram reflexo das conversas com os colaboradores deste blogue (a quem agradeço não só as contribuições esporádicas, mas também as conversas tidas em bons momentos de amizade e petiscada, e que form o ponto de partida para muitas reflexões aqui colocadas).

Quando começaram os comentários e os incentivos (primeiro a Sandra M. a quem agradeço tamanha crença nas minhas capacidades) aumentaram também os conhecimentos blogosféricos, com o compadre AJ Ramos, do Alentejanices, à cabeça e seguido do incentivo encorajador do Manuel do Sexo dos Anjos.

Com o passar do tempo fomos visitados por alguns dos melhores bloguers nacionais, donos e patrões de blogues supra-reconhecidos: veio a sapiência do Velho da Montanha, o apoio de FG Santos (Santos da Casa / Horizonte), o pragmatismo de Jorge Ferreira e do seu Tomar Partido, os bons textos (quase sempre acompanhado de imagens extraordinárias) que fugiam do Misantropo Enjaulado de P. Cunha Porto; vieram também as magníficas análises do Prof. Adelino Maltez no Sobre o Tempo que passa, o olhar vigilante da Torre de Ramires, o brilhantismo de Pena e Espada, a coerência do Pasquim da Reacção e a grande inspiração que é o Interregno.

Vimos nascer depois muitos outros blogues: Infocalipo, Alentejano SA (actual Restaurador), O Profeta de Vendas Novas, Larger than Life entre outros, enquanto continuávamos a ser visitados por outros tantos ilustres: O Alto da Praça, O Cruzeiro do Tejo, Templários, Orgulhosamente Só, Falange Lusitana, Vida de Professor, Heródoto, Euro-Ultramarino, Integralmente Lusitano, Taberna dos Inconformados, Teorema de Pitágoras etc. etc. etc.

Surgiram convites para participações noutros blogues (cultura,arte e literatura) e um blogue desportivo que seguiu a máxima futebolística que “o que hoje é verdade amanhã é mentira” e desapareceu mais depressa que o estado de graça do Fernando Santos.

Muitos outros bloguers e meros leitores passaram por aqui ao longo destes 2 anos e 8 dias, quase 20 000 visitantes. Este é um facto que me deixa contente, apesar de os comentários não terem sido uma constante neste sítio (não da forma que acredito poderiam ter sido), este número de vistas e o facto de sermos visitados por tanta gente ilustre, fez-me acreditar que tinha-mos algum fundo de credibilidade, e isso fez resistir este blogue à falta de inspiração para a escrita que muitas vezes me assolou.

Surgiram, nos últimos tempos, novos projectos, novas batalhas e, com a compra do Blogger por parte da Google, tentei passar o blogue para a versão Beta, e, com as dificuldades em manter a imagem e até o link, apercebi-me que estava na hora de mudar. Ao não conseguir passar o blogue da forma que queria para a nova versão, tomei a decisão (difícil) de pôr termo ao Aljubarrota.

Fica a homenagem ao(s) homem(ns) que mostraram ao mundo que a união e a preserverança de um povo em redor de um objectivo vale mais que um grande exército.

Aljubarrota e D. Nuno foram a minha inspiração para enfrentar um novo mundo na minha história pessoal, foram a força que fez acreditar que podemos fazer sempre algo mais, para não jazer de inércia no campo de batalhas da vida e ficar a ver o tempo passar, mesmo que as batalhas pareçam estar perdidas no início, à sempre algo a dizer ou a fazer, ainda que tal só contribua para a nossa honra e orgulho pessoal. Os grandes homens não só os invencíveis, são também os que morrem com a coerência de serem fiéis àquilo em que acreditam.

Agora, o futuro passa por outro lado; um novo projecto, a mesma inspiração.

O filho do Aljubarrota já nasceu e chama-se A Interpretação do Tempo (clicar).

Agradecia a actualização dos links nos vossos blogues, a vocês, já os levei para lá

Obrigado a todos pelo apoio, ajuda, exemplo, companhia e amizade. Convosco cresci enquanto pessoa, e espero continuar a crescer na minha nova casa.

sexta-feira, outubro 20, 2006

Frase da Semana - 36

"Há homens que lutam um dia - e são bons.
Há outros que lutam um ano - e são melhores.
Há aqueles que lutam muitos anos - e são muito bons.
Porém existem aqueles que lutam toda uma vida - estes são os imprescindíveis."

Bertold Brecht

quinta-feira, outubro 19, 2006

Toiro: Livro de 300 Fotografias


Montemor é Praça cheia, na arena pisam a areia
Os bregas e os cavaleiros…
O sol brilha lá no alto, e o povo em sobressalto
Espera o ferro…o primeiro…
O Grupo de Forcados de Montemor e o repórter fotográfico Francisco Romeirasdesenvolveram durante as três últimas épocas, o projecto de um livro defotografia (mais de 300 fotografias) que, ilustrasse em todo o seu potencial eesplendor, a Festa dos Toiros em Portugal.Os momentos fotográficos apresentados, procuram relatar a grande relação ediálogo que o toureiro tem com o toiro bravo, dando a conhecer o espectáculodos toiros e os seus principais intervenientes. Este livro está à vendas naLivraria Fonte de Letras (em frente à Câmara de Montemor-o-Novo)ou em www.forcadosdemontemor.com.
O Toiro é o protagonista de uma arte única que vive de emoção. Cavaleiros,Bandarilheiros e Forcados são actores que procuram a glória enfrentando omedo.É na praça que a festa dos Toiros atinge a sua magnitude. É na arena quetoiro e toureiro se recortam com um encanto poético, em rasgos de elegância etécnica, em momentos únicos vividos com o coração.
Visite ainda o blogue alentejano de desporto e vote nas sondagens.
(Por: Francisco M. Silva)

sexta-feira, outubro 13, 2006

Frase da Semana - 35

Sinto que progrido na medida em que começo a não entender nada de nada.
Charles Ramuz

Há certas coisas que me fazem duvidar do rumo que o globo tomou.
É no contacto com o povo alentejano, sobretudo das aldeias mais remotas, que se sente toda uma cultura de respeito pelo próximo num simples gesto. Percebe-se que os gestos e atitudes têm um real valor naquele meio. A pessoa enquanto ser humano ainda existe.

Quando um professor chega à escola e é recebido por alunos aos gritos, por estarem prestes a ter a primeira aula de inglês, é algo de inimaginável nos dias de hoje.
Mas esta simples atitude, marcada pela inocência de crianças predispostas a aprender, vai tão mais longe que a própria atitude em si, já valorizada enquanto tal.

De nada serve ao homem conquistar a Lua se acaba por perder a Terra.
François Mauriac

Neste mundo de loucos, é nestes gestos simples e naturais que se sente a real matéria de que um povo é feito. Revejo nestas crianças o “eu” de raízes bem espetadas nesta terra alentejana que muitas vezes nos deixa secar. Sente-se a humildade de quem nada tem e para quem uma aula de inglês (que milhares de outras crianças, por este país fora, desprezam) é um novo mundo tão maior que o aquele que Colombo re-descobriu. Aqui, nesta terra genuína, o tempo passa mais devagar, e isso permite aproveitá-lo.

A humanidade marcha às arrecuas em direcção ao futuro, de olhos voltados para o passado.
Gugliemo Ferrero

Sinto-me tão deslocado na sociedade de hoje que, se a carteira permitisse, seria refugiado por vontade própria numa destas aldeias do Alentejo esquecido onde, felizmente, a inovação e modernidade insistem em não chegar. Insisto em ser eu, e isso é ser diferente. Diferente de quem se recusa a reflectir e a pensar. De quem se recusa a agir e se limita a reagir. De quem come, cala e arrota de indisposto, mas que come mais se outros comerem também.
Gostava de realmente aprender com gente sábia a escola da vida e os reais valores deste povo de lutadores anónimos. Olhemos atentamente para nós e para as vidas que levamos, aos trambolhões de um lado para o outro, a bater com a cabeça aqui e ali, quando, na realidade, para ser felizes e aproveitar a vida, é preciso muito menos que um telemóvel de 3 geração e meia, ou um plasma de 1200 polegadas, ou Internet de 1200 gigas. Quer-se tanto e corre-se tanto que as pessoas se esquecem de que vivem com pessoas e que nada há de mais valioso que a nossa formação pessoal, mesmo que tal só sirva para encher o “ego”. A sociedade esquece-se de viver; quando tudo o que é preciso é saúde para saber estar com o outro semelhante; conviver em sintonia com o que de melhor a Terra tem para nos dar e ensinar.
Um aparte (não tão aparte quandto isso), fiquei contente com um artigo que o Francisco me enviou por mail; o dito, o artigo, enfatizava o que em Portugal se fazia de bom (ver aqui, na casa do amigo Restaurador), mas poderemos considerar-nos “evoluídos” quando no mesmo quadrado de território há pessoas com fome?

E dizem muito bem...

13 de Outubro

Nossa senhora de Fátima é como é conhecida, na religião católica romana, a Virgem Maria, mãe de Jesus Cristo, pelos católicos ou outras pessoas que acreditam em sua aparição durante meses seguidos para três crianças em Fátima, localidade portuguesa, em 1917. A suposta aparição é associada também a Nossa Senhora do Rosário, ou a combinação dos dois nomes, dando origem a Nossa Senhora do Rosário de Fátima, pois segundo relatos das pessoas que afirmaram ter testemunhado a aparição, Nossa Senhora do Rosário teria sido o nome pelo qual ela haveria se identificado.


História

Três crianças,
Lúcia de Jesus dos Santos (de 10 anos), Francisco Marto (de 9 anos) e Jacinta Marto (de 7 anos), afirmaram ter visto a Virgem Maria em 13 de Maio de 1917 quando apascentavam um pequeno rebanho na Cova da Iria.
Segundo relatos posteriores aos acontecimentos, por volta do meio dia, depois de
rezarem o terço, as crianças teriam visto uma luz brilhante; julgando ser um relâmpago, teriam decidido ir-se embora, mas, logo abaixo, outro clarão teria iluminado o espaço, e teriam visto em cima de uma pequena azinheira (onde agora se encontra a Capelinha das Aparições), uma "Senhora mais brilhante que o sol", de cujas mãos penderia um terço branco.
Segundo os fiéis, a senhora teria dito às três crianças que era necessário rezar muito e teria convidado as crianças a voltarem ao mesmo sítio no dia 13 dos próximos cinco meses. Assim, teriam assistido a outras aparições no mesmo local em 13 de Junho, 13 de Julho e 13 de Setembro. Em Agosto a aparição teria ocorrido no sítio dos
Valinhos, a uns 500 metros do lugar de Aljustrel, porque as crianças tinham sido levadas para Vila Nova de Ourém pelo administrador do Concelho.


A 13 de Outubro, estavam presentes alguns milhares de pessoas, e a aparição teria dito às crianças "eu sou a Nossa Senhora do Rosário" e teria pedido que fizessem ali uma capela em sua honra (que atualmente é a parte central do
Santuário de Fátima). Alguns dos presentes afirmaram observar um milagre que teria sido prometido às três crianças em Julho e Setembro. Segundo uns, o Sol, assemelhando-se a um disco de prata, podia fitar-se sem dificuldade e girava sobre si mesmo como uma roda de fogo, parecendo precipitar-se na terra. Segundo outros, o Sol movia-se para cima e para baixo. Segundo outros ainda, o Sol dançou. O escritor António Sérgio esteve presente no local e testemunhou que nada se passara de extraordinário com o Sol, como é corroborado por milhões de pessoas que à mesma hora nada assinalaram noutros pontos de observação de Portugal e da Europa. Lúcia afirmou também que a Guerra terminara naquele preciso instante, o que não é geralmente mencionado em relatos recentes.
Posteriormente, sendo Lúcia religiosa doroteia, Nossa Senhora ter-lhe-ia aparecido novamente na Espanha (10 de Dezembro de 1925 e 15 de Fevereiro de 1926, no Convento de
Pontevedra, e na noite de 13 para 14 de Junho de 1929, no Convento de Tuy), pedindo a devoção dos cinco primeiros sábados (rezar o terço, meditar nos mistérios do Rosário, confessar-se e receber a Sagrada Comunhão, em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria) e a Consagração da Rússia ao mesmo Imaculado Coração.
Anos mais tarde, Lúcia contou ainda que, entre Abril e Outubro de 1916, teria já aparecido um
anjo aos três videntes, por três vezes, duas na Loca do Cabeço e outra junto ao poço do quintal da casa de Lúcia, convidando-os à oração e penitência, e afirmando ser o "Anjo de Portugal".

Sexta 13

Uma Sexta Feira 13 ou seja, uma Sexta-feira no dia 13 de qualquer mês, é considerada popularmente como um dia de azar.
Esta
superstição teve origem no dia 13 de Outubro 1307, sexta-feira, quando a Ordem dos Templários foi declarada ilegal pelo rei Filipe IV de França; os seus membros foram presos simultaneamente em todo o país, e alguns torturados e, mais tarde, executados, por heresia.
Outra possibilidade para esta
crença está no fato de que Jesus Cristo provavelmente foi morto numa sexta-feira treze, uma vez que a Páscoa judaica é celebrada no dia 14 do mês de Nissan, no calendário hebraico. Recorde-se ainda que na Santa Ceia sentaram-se à mesa treze pessoas, sendo que duas delas, Jesus e Judas Iscariotes, morreram em seguida, por mortes trágicas, Jesus por execução na cruz e Judas, provavelmente, por suicídio.

Retirado de
Wikipedia

quarta-feira, outubro 11, 2006

Resultados da Votação

Já terminou a votação para a escolha de um nome para um blogue sobre Vila Viçosa.
Confira os resultados:

sexta-feira, outubro 06, 2006

Frase da Semana - 34



"Dá-me veneno para morrer ou sonhos para viver."
Gunnar Ekelof

Tenho um novo sonho.
Como qualquer outro sonho, pode tornar-se real ou esvair-se em desilusão.
Infelizmente, há sempre condicionantes para com quais a vontade, "a arte e o engenho" são impotentes. Mas dizia António Gedeão "eles não sabem nem sonham..." por isso, sonhem.
Bom fim-de-semana.

OutubrO Radical


É o mote para muita actividade da Associação Juvenil Dr. Jardim de Vila Viçosa.
Bem hajam, esta associação e as outras que lutam contra o marasmo.